Nacionalização da TVV: desafios e perspectivas


Em outubro de 2003, Bio-Manguinhos e a GlaxoSmithKline assinaram um acordo de transferência de tecnologia da vacina sarampo, caxumba e rubéola (Tríplice Viral).  A partir de 2004, foi iniciada a assimilação da tecnologia e o processamento final da vacina em Bio-Manguinhos. Ao final do processo de transferência de tecnologia, a vacina será totalmente produzida no Brasil. A gerente do Projeto TVV, Mariza Cristina Lima, conta que a vacina está na fase final de nacionalização, que deve acontecer em junho de 2015.

De acordo com Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, atualmente, nos países que conseguem manter altos níveis de cobertura vacinal, a incidência da doença é reduzida. Para que o país continue sem transmissão autóctone do sarampo, é importante a manutenção de altas e homogêneas coberturas vacinais na população infantil e a vacinação dos indivíduos que pertencem a determinados grupos de risco. A vacinação dos viajantes para países fora das Américas visa impedir que pessoas previamente não imunizadas contraiam a doença fora do país e a reintrodução.

Em 2013, foram fornecidos ao PNI 28.894.600 milhões de doses. O consultor científico de Bio-Manguinhos, Reinaldo Menezes, afirma que apesar das altas coberturas vacinais registradas hoje no país, ainda há “bolsões” de pessoas não vacinadas. Ao invés das campanhas de massa, o Ministério da Saúde tem realizado campanhas seletivas, o que exige estudos minuciosos de vigilância epidemiológica.

 

Referências


Arquivos do Acervo Intermediário de Bio-Manguinhos - Seção de Gestão de Documentos e Arquivos (Sigda) 

Portal Saúde - Situação epidemiológica do Sarampo

Organização Mundial de Saúde 

Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) 

 

Jornalista: Isabela Pimentel

 

  

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