A aluna do Mestrado Profissional em Tecnologia de Imunobiológicos (MPTI), Periela da Silva Vasconcelos Sousa, do Laboratório de Tecnologia Diagnóstica (Lated) de Bio-Manguinhos e vencedora do Prêmio Jovem Talento no II Seminário Anual Científico e Tecnológico em Imunobiológicos (SACT-Bio), defendeu sua dissertação no dia 29 de abril. O trabalho “Padronização de uma Metodologia de Ensaio na Plataforma de Microarranjos Líquidos em Modelo de Sífilis” foi apresentado a cerca de 30 pessoas no auditório José Roberto S. Chaves.

Sob a orientação de Rosa Teixeira de Pinho, chefe do Laboratório de Imunologia Clínica (IOC/Fiocruz) e Nara Mazarakis Rubim, gerente do Projeto DPP-Sífilis treponêmico e não-treponêmico do Lated, Periela foi aprovada sem restrições por sua banca, composta por Rafael de Oliveira Resende, vencedor do Prêmio Alcides Godoy (3º lugar) no II SACT-Bio e colaborador do IOC/Fiocruz; Karen Soares Trinta, colaboradora do Lated; e Jurandy Susana  Morales, da Unirio.

Periela conta que, desde o momento em que conheceu esta técnica, no início do mestrado, achou que seria uma ferramenta importante não só para o aprimoramento de seus conhecimentos, mas que também para a padronização da metodologia aplicada ao imunodiagnóstico de diversas doenças empregado no Lated e por outros profissionais. O trabalho, desempenhado no laboratório, foi feito em um ano e cinco meses.

 

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A proposta da dissertação de Periela Vasconcelos é disponibilizar uma
Instrução de Trabalho para orientar os colaboradores da unidade

 

“A metodologia de micrarranjos líquidos baseados em microesferas é uma tecnologia recente (aplicada no final da década de 1990) que apresenta vantagens em relação às outras, como a análise simultânea de analitos de diversas doenças e, logo, uma redução de custo e tempo. Esta tecnologia utiliza o mesmo princípio dos ensaios imunoenzimáticos tradicionais. No entanto, tem a vantagem de detectar simultaneamente diversas proteínas através do uso de microesferas em suspensão as quais funcionam como suporte sólido para a reação antígeno-anticorpo. As microesferas possuem em seu interior quantidades precisas de dois fluorocromos com proporções distintas, permitindo a criação de cem diferentes grupos de microesferas e, assim, a detecção simultânea de até cem reações”, detalhou Periela.

A proposta do trabalho é disponibilizar uma Instrução de Trabalho (IT) para os colaboradores de Bio-Manguinhos. “O documento deve conter as etapas do processo de adequação à metodologia de ensaio múltiplo de microarranjos líquidos a fim de facilitar a sua utilização para a detecção de outros agentes patogênicos”, explicou.

A metodologia de microarranjos líquidos já é utilizada no Lated desde 2010, além de em outros laboratórios da Fiocruz. “Não considero esta tecnologia inovadora e sim um modelo de grande importância para todos que desejam utilizá-la. Entretanto, o projeto Microarranjos Líquidos para testes em serviços de hemoterapia desenvolvido no Lated pode ser considerado inovador, visto que não existe nenhum trabalho deste no mercado”, destacou Periela quanto ao diferencial de sua pesquisa.

 

Texto e Imagem: Gabriella Ponte - Ascom / Bio-Manguinhos

 

 

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