hiv-fluido-oral-100x100O Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais (DDAHV) sediou, dias 7 e 8 de abril, o Seminário de Avaliação do Projeto Viva Melhor Sabendo – dedicado a avaliar a execução de subprojetos desenvolvidos pelo DDAHV no âmbito da estratégia. O seminário aconteceu no Hotel Lakeside, em Brasília. Parceria do Ministério da Saúde com organizações da sociedade civil de todo o Brasil, o projeto tem a missão de implementar a testagem rápida por fluído oral entre as populações-chave.

A avaliação contou com a participação de todas as ONG executoras da metodologia, além de representantes das coordenações estaduais e municipais de DST/AIDS e Hepatites Virais dos locais onde os subprojetos foram desenvolvidos. A seleção dos novos projetos em resposta ao edital de 2015 está em fase de finalização. Ao todo, foram apresentadas 72 propostas para a concorrência.

O evento foi aberto pelo diretor do DDAHV, Fábio Mesquita, que fez um resumo sobre o atual momento da resposta brasileira à epidemia de HIV/AIDS, contexto maior em que está inserido o “Viva Melhor Sabendo”, um dos projetos do Departamento que visam aumentar a meta de testagem estabelecida para o Brasil pela ONU, de 90% das pessoas vivendo com o HIV diagnosticadas até 2020.

A avaliação dos subprojetos (Parte 1) da estratégia foi iniciada em seguida, em mesa coordenada por Márcia Colombo, da CPAS, com representantes da Coordenação Geral de Laboratório (CLAB), da Coordenação Geral de Gestão e Governança (CGG) e da Assessoria de Comunicação (ASCOM) do Departamento.

Na sequência, o consultor externo Beto de Jesus apresentou a metodologia de trabalho dos grupos que foram formados para a tarde do primeiro dia do seminário. O resultado deste trabalho em grupo foi apresentado às 17h, encerrando o primeiro dia do encontro.

O dia 8 foi aberto por nova sessão de avaliação de subprojetos e resultados alcançados (Parte 2), em mesa coordenada por Denise Serafim, do CPAS. Por fim, às 14h30, foram discutidas as principais recomendações do “Viva Melhor Sabendo” para o próximo ano – com Ana Ferraz, Gil Casimiro e Regiani Nunes de Oliveira, da CPAS.

 

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 Teste por fluído oral é produzido por Bio-Manguinhos. Imagem: Ascom / Bio-Manguinhos

 

História

Ampliar a testagem voluntária e oportuna do HIV às pessoas vulneráveis ao vírus é fundamental para responder à epidemia e interromper a cadeia de transmissão do vírus, evitando a morbidade e a mortalidade por meio da atenção precoce.

Pensando nisso, em 2014, o Departamento lançou edital para que as ONGs ligadas às populações-chave e ao HIV/AIDS pudessem participar de um projeto de testagem em seus pares – homens que fazem sexo com homens, gays, transexuais, travestis, profissionais do sexo e pessoas que usam drogas.

Batizado de “Viva Melhor Sabendo”, o projeto utiliza o teste por fluído oral, cujo resultado sai em até 30 minutos. O teste foi normatizado em portaria do dia 18 de dezembro de 2013 e as ONGs foram capacitadas por meio de oficinas. 

 

Teste por fluído oral

No teste oral, produzido por Bio-Manguinhos, não é necessário furar o dedo ou tirar sangue, como nos testes rápidos e tradicionais já disponíveis nas unidades de saúde do País. O fluido para o teste é extraído da gengiva e o começo da mucosa da bochecha, com o auxílio da haste coletora. 

A grande vantagem é a segurança e a confiabilidade, além de não necessitar de infraestrutura laboratorial. Quando o resultado dá positivo para HIV, a pessoa é encaminhada à rede de serviço de referência previamente organizada para diagnóstico e tratamento em cada município-sede do projeto.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação /Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais com informações do Portal Brasil

 

 

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