doencascronicas ibgeInformações e dados sobre hipertensão, diabetes e colesterol dos brasileiros serão levantados em estudo, segundo informou o coordenador-geral do Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (Elsa Brasil) e diretor do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Lotufo, em palestra no Ministério da Saúde.

O pioneiro Elsa Brasil investiga, desde 2008, o desenvolvimento de doenças crônicas, em especial, das cardiovasculares e do diabetes, observando o perfil da população brasileira.

 

Parceria

O Elsa Brasil resultou de uma parceria dos ministérios da Saúde (MS) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e pesquisa 15 mil funcionários de seis instituições públicas de ensino superior das regiões Nordeste, Sul e Sudeste do Brasil. O estudo irá contribuir para gerar referências mais apropriadas da saúde da população brasileira.

"O próprio Ministério da Saúde precisa buscar informações em pesquisas norte-americanas para fazer o seu cálculo de risco. O que vamos prover no futuro com esse estudo é o risco da população brasileira, levando em conta o seu perfil, com sua diversidade étnica e cultural", explicou Lotufo.

 

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Segundo dados do Elsa Brasil, fatores como urbanização acelerada e modificações
da estrutura familiar colaboraram para que as doenças crônicas respondessem
por 75% dos gastos com internações no SUS. Imagem: Marcos Santos/USP Imagens

 

"O objetivo do estudo é identificar as causas das doenças cardíacas, do diabetes e do derrame cerebral no País", disse o pesquisador. "No entanto, para infarto e derrame ainda levará mais algum tempo de pesquisa".

Segundo dados do Elsa Brasil, fatores como urbanização acelerada e modificações da estrutura familiar colaboraram para que, em 2002, doenças cardíacas, diabetes e derrame cerebral respondessem por 75% dos gastos com internações no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Pesquisa

Além de fomentar o desenvolvimento de novas investigações, o Elsa Brasil contribuirá para a adequação de políticas públicas de saúde às necessidades nacionais.

O estudo conta com pesquisadores em seis instituições de ensino e pesquisa do país: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade de São Paulo (USP), e as universidade federais de Minas Gerais (UFMG), da Bahia (UFBA), Espírito Santo (UFES) e do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Em cada um desses centros, são feitos exames e entrevistas com pessoas entre 35 e 74 anos de idade, nos quais são avaliados aspectos como condições de vida, diferenças sociais, relação com o trabalho, gênero e especificidades da dieta da população brasileira.

Fonte: Ministério de Ciência e Tecnologia

  

 

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