No Brasil, o mês de março de 1989 foi marcado pela notificação do último caso de poliomielite no País, doença conhecida como paralisia infantil. Em 1994, o País recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) a certificação de área livre de circulação do poliovirus selvagem do seu território, juntamente com os demais países das Américas.

No entanto, a não-ocorrência de poliomielite na Região das Américas não é o suficiente, pois pode ser reintroduzida na região através do fluxo de viajantes oriundos de países nos quais ainda há circulação do poliovírus selvagem.

Desta forma, a continuidade das campanhas de vacinação é fundamental para evitar a reintrodução do vírus. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) demonstram que, entre os anos de 2013 e 2014, 10 países registraram casos da doença e, na sua maioria, decorrentes de importações do poliovírus selvagem de países endêmicos, como Afeganistão, Nigéria e Paquistão, ou de países não endêmicos, como Somália, Guiné Equatorial, Iraque, Camarões, Siria, Etiopia, Kenia.

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave e a única forma de prevenção é por meio da vacinação. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia permanente ou transitória, principalmente nos membros inferiores. A deficiência motora instala-se subitamente e a evolução desta manifestação, frequentemente, não ultrapassa três dias.

 

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Vacina imuniza crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade. 
Imagem: Gabriella Ponte - Ascom / Bio-Manguinhos

 

A doença é transmitida pelo poliovírus, que é carregado pelas fezes e gotículas expelidas durante a fala, tosse ou espirro da pessoa contaminada. Falta de higiene e de saneamento na moradia, além da concentração de muitas crianças sem vacinação em um mesmo local, favorecem a transmissão.

Não há tratamento específico para a poliomielite. Todos os casos devem ser hospitalizados, procedendo-se ao tratamento de suporte, de acordo com o quadro clínico do paciente. Somente a prevenção, por meio da vacina, garante que a pessoa fique imune à doença.

Em novembro do ano passado, o Dia D de mobilização para a vacinação contra a paralisia infantil e o sarampo marcou o início da Campanha Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde. Mais de 11 milhões de crianças foram vacinadas contra a poliomielite em todo País.

Crianças dentro da faixa-etária de vacinação, correspondente a crianças de 6 meses a menores de cinco anos de idade (até 4 anos 11 meses e 29 dias), que ainda não receberam a dose, podem tomar a vacina oral contra poliomielite que está disponível na rotina das salas de vacinação.

 

Fonte: Blog da Saúde

 

Leia também: Poliomielite: um histórico das conquistas de Bio-Manguinhos

 

 

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