Desde dezembro de 2014, a Lei Antifumo (12.546) está em vigor, proibindo o ato de fumar cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguilés e outros produtos em locais de uso coletivo, públicos ou privados, como halls e corredores de condomínios, restaurantes e clubes – mesmo que o ambiente esteja parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou toldo. Em Bio-Manguinhos, o Programa ‘Bio Livre do Tabaco’ ajuda colaboradores a parar de fumar desde 2008. E você, fumante: já que estamos começando o ano de 2015, por que não tentar mudar este hábito?

Durante todo o ano, o Programa ‘Bio Livre do Tabaco’ contribui para que os fumantes de Bio-Manguinhos e de toda a Fiocruz consigam largar o tabagismo. O acompanhamento do programa dura até um ano, começando com uma entrevista individual, seguida de quatro sessões em grupo, e, após a pessoa parar de fumar, são feitas sessões de manutenção. São atendidas dez pessoas por bimestre.

A Seção de Medicina do Trabalho (SEMTR/Dereh), responsável pelo programa, fez um balanço de todo o período. Desde 2008, o programa atendeu 238 pessoas de Bio e de outras unidades da Fiocruz. Dentro deste universo, metade parou de fumar. O grupo foi composto metade por homens e outra metade por mulheres, na faixa etária de 30 a 40 anos.

 

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Programa de Bio ajuda colaboradores a parar de fumar desde 2008.
Imagem: Gabriella Ponte - Ascom / Bio-Manguinhos

 

O programa

O psicólogo Leonardo Quintanilha aponta que os principais problemas que os fumantes enfrentam para parar de fumar são ansiedade, ociosidade, estresse, trabalho, quererem se manter magros, além de verem o cigarro como uma companhia. Há também a dependência química em si. “Enfatizamos que nosso projeto tem parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que nos fornece gratuitamente material de conscientização e medicamentos que ajudam na redução da dependência”, completa o psicólogo.

O material é composto por cartilhas, folders e pins para os que param de fumar. Entre os medicamentos, estão adesivos de nicotina, que são utilizados do mais forte ao mais fraco até a vontade de fumar cessar por completo. "Todos os participantes utilizam os adesivos pois não conseguem parar sozinhos. O acompanhamento psicológico neste momento é muito importante. É comum haver recaídas", ressalta Quintanilha.

Para uma nova turma que inicia-se dia 16 de janeiro, o programa já tem 17 interessados. “Teremos que priorizar as dez primeiras inscrições, pois é norma do programa de tabagismo da prefeitura. Os outros sete participantes ficarão na lista de espera para a próxima turma, que iniciará em março”, informou o especialista.

 

Jornalista: Gabriella Ponte

 

 

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