Cerca de 5 mil pessoas visitaram a Fundação Oswaldo Cruz na 21ª edição do Fiocruz pra Você, que ocorreu neste sábado (8/11). O evento, que integra a 36° Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo e a paralisia infantil, lançada pelo Ministério da Saúde (MS), transformou a instituição em um dos principais postos de vacinação do Brasil: 2.550 foram vacinadas contra as doenças em Manguinhos. Este ano, a meta do MS era imunizar cerca de 13 milhões de crianças em todo o país. Jogos, brincadeiras, pinturas no rosto, visitas de famosos da tevê e dos esportes reforçaram o lado lúdico da programação.

Durante o evento, o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, destacou que a campanha anual de vacinação contra a poliomielite é fundamental para o controle da doença no país. Ele também afirmou que faz parte da missão da Fundação incentivar a consciência sanitária da população, fazendo com que as pessoas percebam a importância da saúde, conheçam elementos da ciência e da tecnologia e compreendam a importância de sua participação. “Essas atividades que promovemos na Fiocruz só fazem sentido se a população entender o porquê de a vacina ser um instrumento fundamental para a saúde pública, compreender os benefícios de iniciativas como essas, e discutir questões ligadas à área de ambiente, saúde e ciência”, disse.

 

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A garotada se divertiu com o Jogo das Vacinas, parceria de Bio com a Casa de Oswaldo Cruz através do Ciência Móvel, e com o pula-pula em forma de castelo

 

Bio-Manguinhos, responsável pela fabricação da vacina poliomelite, marcou presença com iniciativas como o Jogo das Vacinas e o pula-pula, que divertiram o público infantil. A criançada também ganhou a revista “Clubinho de Bio”, com passatempos lúdicos sobre imunizações. Crianças atendidas pelo projeto Crescendo com Manguinhos, da Comissão Somar, fizeram apresentação musical durante o Fiocruz pra Você.

Adriana Ribeiro Mendonça, da Vice-diretoria de Produção (VPROD), levou seus dois filhos ao evento. “Todo ano eu venho, trago eles para se divertirem, o Guilherme (7 anos) e a Marcela (2 anos). Sempre trouxe para tomarem a vacina, e além disso adoramos o Fiocruz pra Você”.

Luciana Madureira de Araújo, do Departamento de Vacinas Virais (Devir) trabalha em Bio há 23 anos e sempre comparece ao Fiocruz pra Você. “Eu acho essa iniciativa da Fiocruz de abrir as portas para a sociedade e promover esta grande vacinação maravilhosa. É uma oportunidade para que pessoas que não conhecem o campus venham, participem e aprendam mais sobre ciência e saúde”, comenta Luciana, que estava acompanhada do marido e da filha, Maria Rita, de 2 anos. “Ela não queria sair do pula-pula e recebeu a revista Clubinho de Bio. Com certeza, ela vai colorir em casa”, completou.

 

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Luciana, com Maria Rita no colo, sempre vem ao evento. Zé Gotinha interagiu com as crianças do Projeto Crescendo com Manguinhos durante a apresentação

 

Costureiras presentes em um estande

O projeto social “Costureiras da Varginha” marcou presença no evento. As participantes da iniciativa, que tem a proposta de reorganizar e estruturar o grupo de costureiras que trabalham de forma associativa desde o fim das atividades da Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos de Manguinhos (Cootram), estavam satisfeitas por colaborar com o Fiocruz pra você.

O grupo de oito costureiras permanecem na Comunidade Parque Carlos Chagas, em Manguinhos, e, com base neste projeto, iniciaram há um ano a estruturação empreendedora com o Núcleo de Apoio ao Empreendedorismo (NAE) da Unisuam.

Em julho, elas entregaram o primeiro lote de sapatilhas descartáveis de TNT para a unidade. Foram 10 mil pares. O compromisso assumido é fornecer, até maio de 2015, 334 mil pares. Se depender do diretor de Bio-Manguinhos, Artur Couto, a parceria terá vida longa. “A qualidade do material é muito superior à que estamos acostumados. Se conseguirem atender a nossa necessidade, não teremos porquê comprar de outro fornecedor”, afirmou. 

Além das oito costureiras, a iniciativa beneficia também 15 aprendizes de costura, que futuramente poderão ampliar o grupo atual. Rosângela Rosemary Flor Teixeira, que está no grupo há cinco anos, está adorando a parceria. “Todas do projeto estão muito satisfeitas. Estamos planejando, para 2015, que as aprendizes venham complementar o grupo e ajudar a aumentar a produção”, contou. “Gostaríamos também de produzir toucas com o mesmo material para que os colaboradores que trabalham nos laboratórios de Bio possam utilizar, um plano a ser concretizado mais pra frente”, adiantou.

 

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Mais de 2,5 mil crianças foram imunizadas só no evento. As Costureiras de Varginha no estande com as sapatilhas descartáveis que produzem para Bio

 

Há cinco anos como Zé Gotinha

O técnico em liofilização (uma das etapas da produção de vacinas) Anselmo Marques de Oliveira trabalha em Bio há 15 anos e, pela quinta vez consecutiva, esteve presente como o Zé Gotinha, sendo festejado pela garotada.

Anselmo afirma ser cansativo passar o dia com a fantasia e ter de estar sempre à disposição, mas para ele os sorrisos e abraços das crianças e adultos compensam. “É indescritível a emoção. Todo ano tem algo diferente, mas o sentimento de alegria é sempre o mesmo, de carinho, de recompensa. As menores sentem medo, outras agarram e não querem mais soltar. É muito divertido”, afirmou.

 

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Anselmo se fantasia de Zé Gotinha há cinco anos e tira fotos com crianças e adultos durante todo o evento

 

Esse ano, foi feita uma nova fantasia e esse detalhe não passou em branco. “Além de mais fofo, a roupa foi feita sob medida, pois antes eu vestia a roupa que o colaborador anterior usava. Foi especial pra mim nesse sentido, como se eu estivesse usando o uniforme de um herói. Ele é o símbolo da campanha e isso deu um orgulho a mais. Inclusive, orgulhosa é minha filha, de sete anos, que conta para todos que o pai dela é o Zé Gotinha”, contou Anselmo, com sorriso no rosto.

Para ele, participar da produção da vacina e, no dia do evento, ver o produto ser usado na imunização das crianças, com ele fantasiado de Zé Gotinha, é uma experiência completa. “Trabalhar em uma instituição que produz as vacinas que são distribuídas pelo Brasil inteiro é muito gratificante, e também ser parte dessa história, principalmente da erradicação da doença no país. Sinto que faço a minha parte em prol da saúde pública brasileira”, concluiu.

 

Texto e imagens: Gabriella Ponte e Paulo Schueler - Ascom / Bio-Manguinhos

 

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