A gestão da informação e as atualizações no módulo de gerenciamento do NAT, especialmente no que se refere à sorologia, contingência e incorporação do alvo hepatite B (HBV),  foram os temas da apresentação do consultor da área de Gestão da Informação da Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Alexandre Amaral, na manhã do último dia da IV Oficina Técnica Nacional NAT Brasileiro (17/10).

O especialista explicou os objetivos do Gerenciador do Sistema Multicêntrico NAT (GSM NAT), que faz o gerenciamento de amostras de forma automática, com separação das amostras feitas em pool. Atualmente, o GSM é utilizado por 135 serviços de hemoterapia e 580 usuários ativos em todas as regiões do Brasil. “As melhorias no processo foram na consulta e funcionalidades de importação e atenção especial à questão de segurança”, destaca Amaral.

Com o GSM NAT, o gerenciamento é feito de forma centralizada, com a separação de amostras e resultados, feitos em pool e gerados pela máquina do NAT.  “Assim, o multicêntrico pode importar resultados do pool de amostras de diversos hemocentros fornecedores disponibilizando seus resultados on-line”, ressalta. 

Outra novidade no GSM NAT é a disponibilização, para download pelos sítios testadores, de um módulo de contingência, com criação de uma pasta para cada tipo de serviço. “O desafio do sistema é ter mais agilidade na realização das manutenções corretivas e disponibilidade de melhorias”, reforçou.

 

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Patrícia Alvarez fala sobre a incorporação do alvo hepatite B
 

Em seguida, a gerente do NAT HIV/HCV, do Laboratório de Tecnologia Diagnóstica de Bio-Manguinhos (Lated) , Patrícia Alvarez, abordou as perspectivas para um novo modelo denominado Flex Nat, além de novo controle para o alvo hepatite B (HBV) e o desenho de um novo calibrador para os ensaios NAT. “Com estas novidades, a tendência é ampliar ainda a capacidade operacional e de processamento de amostras, considerando o aumento esperado da necessidade de abertura de pools”, destaca.

Com a implementação do novo modelo Flex Nat, é aguardada uma maior eficiência nas rotinas de processamento de amostras, flexível de 1 a 44 amostras/rotina em single e de 6 a 264 amostras/rotina em pool. “Evidencia-se a necessidade de ter sensibilidade equivalente ao ensaio NAT atual, com rastreabilidade, tempo de processamento e custos reduzidos para equipamentos, bem como economia de recursos considerando a otimização do processamento NAT/’, explicou. Com mesma base técnica do NAT atual, o Flex Nat tem a proposta de dois ensaios real tríplex discriminatórios. 

Na mesa de encerramento do evento, estiveram o vice-diretor de Desenvolvimento Tecnológico de Bio-Manguinhos, Marcos da Silva Freire e o  coordenador geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, João Paulo Baccara. Freire relembrou o desafio de implementação do NAT na hemorrede e o caso de sucesso do teste como fruto do esforço de todos os profissionais envolvidos. “Agradeço o convite de Bio-Manguinhos, como cidadão brasileiro, de ver o que o NAT vem trazendo para a hemorrede. É muito importante este encontro de profissionais para debater tendências na biologia molecular e testes diagnósticos", afirmou Baccara.

Confira a cobertura do evento na fanpage de Bio-Manguinhos.

 

Jornalista: Isabela Pimentel
Imagens: Isabela Pimentel / Ascom - Bio-Manguinhos

 

 

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