A Fiocruz deu mais um passo importante no caminho da democratização da informação, tornando disponível de forma fácil, pública e sem custo o conteúdo integral de suas publicações e todo o conhecimento produzido na instituição. Com a publicação da Política de Acesso Aberto ao Conhecimento, a Fundação se alinha a diretrizes e experiências internacionais e ao Movimento para o Acesso ao Conhecimento, com a ideia de informação científica como conceito de cidadania e de comunicação pública da ciência como valor fundamental.

“A Política reflete a capacidade da instituição de compreender as diversas dimensões da cidadania plena e de se colocar como protagonista no campo da saúde pública no país”, ressalta o presidente Paulo Gadelha. “É preciso que as instituições se adequem a novas formas de pensar a apropriação e produção coletiva nos campos da informação e comunicação na sociedade moderna”, diz.

A adoção da Política é um compromisso da Fiocruz com a sociedade, uma vez que a sua produção intelectual, em todas as áreas do conhecimento, está disponível para todos os usuários e não restrita apenas para a comunidade acadêmica. O usuário tem acesso de qualquer lugar, em qualquer dia e horário, sem a necessidade de assinaturas de revistas ou periódicos. Assim, a pesquisa de um profissional da Fundação pode servir de referência tanto para um estudante na pequena Serra da Saudade (MG), menor município do Brasil com aproximadamente 825 habitantes, quanto para um pesquisador em Garissa, cidade com 67 mil habitantes no nordeste do Quênia.

 

acessoaberto fiocruz

 

Para o pesquisador, é muito importante saber se sua pesquisa está tendo impacto, contribuindo para o avanço da pesquisa no seu campo de atuação. O acesso aberto a qualquer leitor permite um aumento nos indicadores de impacto do conteúdo intelectual produzido pela instituição, com a citação de estudo ou pesquisa em trabalhos de cientistas de outras instituições. Essa questão está diretamente ligada à redução da possibilidade de plágio, uma vez que os trabalhos estão “linkados” com os seus autores, identificados por um endereço eletrônico simples e persistente. Segundo estudo divulgado em 2004 (Brody e Harnard), artigos disponíveis livremente recebem entre 2,5 e 5,8 mais citações que artigos off-line.

Os trabalhos estão armazenados no Repositório Institucional Arca, do Instituto de Comunicação e Informação Científica em Saúde (Icict). É um ambiente seguro, que garante a preservação da memória institucional e tem impacto direto no planejamento e gestão da pesquisa na Fiocruz. O acesso aberto também apresenta vertente no campo da transparência, como forma de prestar contas dos recursos empregados na pesquisa, oriundos majoritariamente de recursos públicos. “A Política está alinhada com a visão de transparência na gestão e nas instituições de pesquisa, garantidas as salvaguardas em questões de soberania nacional e de produção do conhecimento direcionado para a inovação”, ressalta a vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação, Nísia Trindade Lima.

O que antes era um ato voluntário e nem sempre sistemático passa a ser um compromisso da instituição e de cada um de seus pesquisadores, possibilitando o acesso aberto à comunidade científica e a quem mais possa interessar, explica Nísia. “Ganha a sociedade, que tem acesso à informação; o próprio produtor do conhecimento, que tem assim, entre outros pontos, um direito ao resultado e preservação do seu trabalho. Enfim, ganha a instituição, ganha o autor, ganha a sociedade”, enfatiza.

 

Saiba mais:

Processo de consolidação da Política de Acesso Aberto ao Conhecimento

Iniciativas da Fundação na disseminação do conhecimento

Repositório institucional: Arca Fiocruz

Liderança da Fundação na implantação de repositórios institucionais

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Fonte: Leonardo Azevedo

Reportagem originalmente publicada no jornal 'Linha Direta' da Presidência da Fiocruz.

 

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