costureitras peqBio abriu as portas da oportunidade e oito costureiras, da comunidade da Varginha, em Manguinhos, entraram. Remanescentes da antiga Cooperativa de Trabalhadores Autônomos de Manguinhos (Cootram), elas passaram a integrar o projeto Costurando em Manguinhos, da Comissão de Responsabilidade Socioambiental de Bio-Manguinhos (Somar).

 

 

No dia 15, elas entregaram o primeiro lote de sapatilhas descartáveis para a unidade. Foram 10 mil pares. O compromisso assumido é fornecer, até maio de 2015, 334 mil pares. A próxima entrega acontecerá em 30 dias, com mais 17,5 mil pares. Se depender do diretor de Bio-Manguinhos, Artur Couto, a parceria terá vida longa (e muito mais sapatilhas). “A qualidade do material é muito superior à que estamos acostumados. Se conseguirem atender a nossa necessidade, não teremos porquê comprar de outro fornecedor”, afirmou. Com larga experiência em gestão, ele aproveitou para deixar uma dica. “Vocês devem pensar grande, em fornecer para outros laboratórios também. Há demanda para isso. Pensem em aumentar a capacidade, mantendo a qualidade. Vocês podem ir longe”, aconselhou.

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Diretor de Bio, Artur Couto recebe as costureiras da Varginha. Imagem: Ascom / Bio-Manguinhos

 

Para que isso aconteça, o Somar vem estimulando o lado empreendedor do grupo, contando com o apoio do Núcleo de Apoio ao Empreendedor da Universidade Augusto Motta (Unisuam). Uma oficina de capacitação em TNT (material da sapatilha), oferecida gratuitamente por dois colaboradores de Bio (Flávio Isidoro, do Dpto. de Logística, e Luciano Agonigi, do Projeto Novo Centro de Processamento Final) foi realizada com as costureiras, que já trabalhavam com outros tipos de tecido. “Quero agradecer a oportunidade que nos foi dada. Vamos buscar nos aperfeiçoar ainda mais, produzindo inclusive outros produtos, como toucas e bigodeiras”, afirmou Conceição, umas das costureiras que vieram a Bio fazer a primeira entrega. “Trabalhamos para que, dentro do período de vigência do projeto, de um ano, elas se formalizem, tenham CNPJ e contem com o apoio do BNDES para ampliar o negócio. E que o trabalho coletivo reverta melhorias para comunidade”, explicou Maria de Lourdes Sousa Maia, coordenadora da Assessoria Clínica e membro do Somar.

O projeto foi iniciado em 2013 e é acompanhado pela Coordenadoria de Cooperação Social da Fiocruz. Além das oito costureiras, a iniciativa beneficia também 15 aprendizes de costura, que futuramente poderão ampliar o grupo atual.

 

Jornalista: Rodrigo Pereira

 

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