mapadacienciaApós um hiato de dez anos, o estado do Rio ganhou nesta quarta-feira uma nova edição do seu “Mapa da Ciência”, publicação que desde 1999 cataloga as instituições ligadas à pesquisa e desenvolvimento tecnológico no estado, trazendo desde seu histórico até as suas áreas de atuação, localização e contatos atualizados. Neste período, o número de instituições presentes no guia quase que dobrou, saindo de 158 em 2004 para 297 este ano, reflexo tanto de mudanças nos critérios para inclusão na lista quanto do aumento dos investimentos em ciência e tecnologia no estado. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está entre os pontos de destaque do mapa.

- O Rio tem uma herança histórica da ciência no Brasil, traduzida em instituições como a Fiocruz, Inmetro etc, mas também ainda concentra muitos dos investimentos e das instituições na área – explica Mauro Osorio, professor da UFRJ e um dos coordenadores da publicação. - O catálogo não ficou restrito aos laboratórios em si e também traz informações sobre os arquivos, bibliotecas, centros culturais e museus espalhados pelo estado.

Segundo Osorio, a ideia é que o novo “Mapa da Ciência” sirva não só como indicativo de onde encontrar a produção científica no estado como também para aumentar a conscientização sobre sua importância e fomentar a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade nas pesquisas.

- Um historiador, por exemplo, poderá saber onde estão arquivos e acervos onde poderá encontrar documentos relativos a uma pesquisa que esteja fazendo, além de saber que outras instituições trabalham na área aqui no Rio – reforça Paulo Reis, outro coordenador da publicação.

 

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Pesquisadora trabalha em laboratório da Fiocruz, uma das quase 300 instituições

listadas no Mapa da Ciência - Imagem: Custódio Coimbra

 

Tanto Osorio quanto Reis destacam entre as principais áreas de produção científica no Rio as ligadas ao setor de petróleo e de ciências da saúde, mas ressaltam que o guia contempla todas as áreas do conhecimento.

- Apesar de o setor de petróleo concentrar muitos dos investimentos em pesquisa no Rio, ele gera muitas tecnologias que transbordam para outras áreas – lembra Osorio.

Outra intenção do novo “Mapa da Ciência” do Rio é informar e atrair pesquisadores estrangeiros sobre a produção científica fluminense, tanto que a edição de 2014 é a primeira versão trilíngue da publicação (português/inglês/espanhol). O “Mapa da Ciência” do Rio é fruto de levantamento que teve apoio e investimentos da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e da Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro).

Veja aqui versão digital do Mapa da Ciência 

 

Fonte: O Globo Ciência

 

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