logisticareversa-100x100A Logística Reversa – que tem preocupação legal com o retorno ao ciclo produtivo dos produtos, materiais e embalagens de forma segura e responsável – foi tema do sexto encontro temático promovido por Bio-manguinhos. A escolha do tema lotou o auditório do Pavilhão Rocha Lima, na tarde do dia 7 de fevereiro.

O palestrante convidado foi Rogério Toledo, diretor da PricewaterhouseCoopers Advisory Operations, que compartilhou conceitos e melhores práticas sobre Logística Reversa. O especialista explicou como disseminar a cultura e conhecimento de questões ambientais, redução de custos, fatores envolvidos e tendências para o futuro. Em sua palestra, Rogério mostrou como deve ser a integração com o Sistema de Gestão Ambiental e apresentou a metodologia e os facilitadores para uma possível implementação de Logística Reversa em Bio-Manguinhos.

“As grandes empresas estão se preocupando não só com a distribuição de seus produtos mas também com o impacto ambiental da sua destinação final. Para implementar a Logística Reversa é preciso montar um plano de ações integrado, preocupando-se com o reuso, reciclagem e descarte do produto. É preciso uma perfeita sintonia entre as áreas de interesse: logística, meio ambiente, jurídico, qualidade e financeiro, prioritariamente”, ressaltou Rogério, completando que há pressão legal e ambiental e é preciso se adaptar a essa realidade dentro dos próximos anos.

 

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Os colaboradores se interessaram pelo tema: auditório do Pavilhão Rocha

Lima lotou - Imagem: Bernardo Portella - Ascom / Bio-Manguinhos

 

Para o especialista, o Brasil ainda está muito aquém de países desenvolvidos, como os Estados Unidos, com relação ao pensamento da Logística Reversa. Enquanto os brasileiros estão em um nível 2 para 3, os americanos já estão saindo do nível 5 indo para o 6. As empresas devem ser responsáveis pelo produto mesmo após sua utilização pelos clientes finais. “Ter esses valores de responsabilidade ambiental intrínsecos na cultura e na gestão empresarial não é somente favorável à sua imagem mas também evita grandes riscos que podem ocorrer com a natureza e a população brasileira, que é o cliente final de Bio-Manguinhos”.

Para implantar a Logística Reversa, é preciso também se atentar com que tipo de fornecedores o Instituto se relaciona. Rogério citou o caso da Natura, que só faz parcerias com empresas que tenham em seus valores a responsabilidade ambiental. “É preciso ter cuidado com toda a cadeia produtiva, repensar em mudar o descarte do lixo ou até mesmo pensar em como reutilizá-lo. O negócio de Bio-Manguinhos requer uma pesquisa mais profunda por se tratar de produto biológico, mas é possível ter vantagens produtivas e uma economia significante”, destacou.

Após sua apresentação, Rogério interagiu com o público, que fez alguns questionamentos sobre a indústria farmacêutica, a localização desta função dentro da estrutura organizacional, entre outros. Além disso, tanto o especialista quanto o público citaram exemplos do que já está sendo feito no Brasil e no mundo, enriquecendo a discussão.

 

Jornalista: Gabriella Ponte 

 

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