Foi assinado na última quinta-feira (12/12), em cerimônia que contou com a presidente da República, Dilma Rousseff e o presidente da França, François Hollande, contrato entre Bio-Manguinhos/Fiocruz e Sanofi Pasteur para o desenvolvimento da vacina heptavalente injetável, com capacidade de proteção contra sete doenças - difteria, tétano, coqueluche, Hepatite B, Hib - Haemophilus influenzae tipo b-, meningite C e poliomielite, em uma única aplicação. O esforço inclui ainda a Fundação Ezequiel Dias (Funed) e o Instituto Butantan. O desenvolvimento está previsto para até 2017.

A iniciativa colaborará com o Programa Nacional de Imunizações (PNI) introduzindo um novo produto no calendário vacinal. Quando pronta, a heptavalente vai concentrar três vacinas em uma única aplicação: a pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b e Hepatite B), a meningo C conjugada e a pólio injetável (VIP).

“Esse acordo certamente trará bons resultados para o Programa Nacional de Imunizações, colocará um importante e inovador instrumento à disposição da saúde pública brasileira. Participar desse processo é motivo de orgulho para nós em Bio-Manguinhos”, reforçou o diretor de Bio-Manguinhos, Artur Couto.

 

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Desenvolvimento está previsto para até 2017 - Imagem: Peter Ilicciev / Fiocruz

 

“Aa formulação da vacina heptavalente pela Fiocruz, por meio de Bio-Manguinhos, foi destaque central, no campo da saúde pública, entre os compromissos e as metas definidas entre os dois países na cerimônia. A parceria representa mais um marco significativo, reafirmando a liderança da Fundação nos programas de imunização e nas contribuições ao SUS”, afirmou o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha.

“É uma honra renovar esta parceria e participar desta iniciativa inovadora. A ampla experiência e longa história de atuação de nossa empresa na produção de vacinas combinadas nos dá a oportunidade de prestar assistência técnica e contribuir para o País ampliar seu conhecimento científico e tecnológico nesse campo”, ressaltou o vice-presidente América Latina da Sanofi Pasteur, Patrice Lebrun.

 

Histórico do acordo

A ideia do desenvolvimento da nova vacina surgiu durante as discussões sobre a introdução da vacina inativada de poliomielite (VIP). Em 2011, foi firmado entre Bio-Manguinhos/Fiocruz e Sanofi Pasteur um Termo de Intenções de transferência de tecnologia da VIP e fornecimento desta vacina ao Brasil, bem como o início das discussões sobre apoio ao desenvolvimento da vacina heptavalente.

O projeto foi inicialmente proposto pelo presidente do Conselho Político e Estratégico de Bio-Manguinhos, Akira Homma, e tornou-se uma prioridade para o Governo Federal. A inovação permitirá a redução de reações adversas em consonância com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Trará ainda ganhos logísticos para o PNI e a redução de aplicações nas crianças.

Cabe ressaltar, aliás, que o Brasil é o único país a liderar esta iniciativa no mundo, sob coordenação de Bio-Manguinhos e em parceria com o Instituto Butantan e a Funed, que trabalham em conjunto para produção da vacina heptavalente.

Em janeiro de 2012, Bio-Manguinhos, por intermédio do presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, assinou acordo de cooperação técnico-científica para desenvolver a heptavalente. Na ocasião, Padilha observou que as vacinas combinadas possuem diversos benefícios, como reunir, numa só injeção, vários componentes imunobiológicos.

Durante todo esse período, várias reuniões foram realizadas entre os membros do governo e produtores locais para definição e detalhamento do desenvolvimento da vacina hepta. Agora, a Sanofi Pasteur assina novo contrato com Bio-Manguinhos/Fiocruz para prestar assistência técnica na produção da vacina heptavalente e a VIP fará parte de sua composição.

  

Jornalistas: Gabriella Ponte e Paulo Schueler