Bio-Manguinhos realizou dois encontros em Santa Cruz para apresentar o projeto Novo Centro de Processamento Final (NCPFI) e iniciar as interações com a comunidade local: líderes comunitários, representantes da sociedade civil e de órgãos das três esferas de governo marcaram presença e tomaram conhecimento da iniciativa.

Dentre eles, estiveram presentes representantes da Base Área de Santa Cruz, Secretaria Municipal de Saúde, Comlurb, Defesa Civil, Distrito Industrial, RioLuz, Cedae, RioÁguas, Centro Cultural de Santa Cruz, 10º Coordenadoria Regional de Educação, Federação das Associações de Moradores do Rio de Janeiro (FAM Rio), Colégio Barcelos e gerência geral da Cidade da Criança.

Através desses encontros, articulados pela coordenadora da Assessoria Clínica (Asclin)do Instituto, Maria de Lourdes de Sousa Maia, foi possível a Bio estabelecer interações com a comunidade local para a realização de estudos clínicos. Um novo Centro de Estudos Clínicos e Processamento de Amostras Clínicas, a exemplo do que foi recentemente inaugurado na Tijuca, está em vias de ser materializado em Santa Cruz - na Policlínica Lincoln de Freitas Filho.

Maria de Lourdes, coordenadora da Assessoria Clínica, destacou a parceria de 10 anos com a Secretaria Municipal de Saúde e a realização de pesquisas clínicas em suas unidades, o que vem permitindo que Bio-Manguinhos possa expandir seu portfólio de produtos para atender ao Sistema Único de Saúde. Não à toa, durante os encontros foi também apresentado o resultado do Estudo Clínico de Fase II/III para Avaliação de Imunogenicidade e Segurança da Vacina Brasileira contra o Meningococo do Sorogrupo B.

Além da concretização desses primeiros resultados, os encontros serviram para Bio esclarecer dúvidas, ouvir as expectativas da comunidade local e reforçar os laços de interação entre os representantes locais e a Fiocruz, representada por seu coordenador de Cooperação Social, José Leonídio Madureira de Sousa Santos.

Não podia ser diferente: entre as demandas da comunidade de Santa Cruz destaca-se a criação de iniciativas locais de ensino e pesquisa na área de Saúde. “Temos como política colaborar para o desenvolvimento das comunidades que nos cercam; não será diferente aqui”, afirmou José Leonídio. Coordenador do Projeto NCPFI, Mauricio Zuma Medeiros reforçou a afirmação: “É a Fiocruz como um todo, e não só Bio-Manguinhos, que estamos trazendo para Santa Cruz”.

Por sua vez, a coordenadora da Comissão de Responsabilidade Socioambiental (Somar) de Bio-Manguinhos, Gisele Andrade, destacou as iniciativas do Instituto voltadas para o público jovem e para a geração de renda, como no caso das Costureiras da Varginha.

 

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Representantes das entidades de Santa Cruz conhecem o projeto de Bio na região

Imagem: Assessoria de Comunicação / Bio-Manguinhos

 

Expectativas

Ao apresentar o projeto para o novo campus de Santa Cruz, Zuma transmitiu aos presentes os números e a dimensão envolvidos na novidade: cerca de R$ 1,5 bilhão em investimentos, criação de cerca de 1,5 mil postos de trabalhos diretos, capacidade de produção de cerca de 100 milhões de frascos. “Há também algo que não conseguimos mensurar ainda, como o desenvolvimento de toda uma cadeia de fornecedores”, complementou.

A grandiosidade do empreendimento, o fato de usar tecnologias limpas e o produto final a ser produzido no local – vacinas, em reforço à saúde pública – trouxe satisfação aos representantes locais, que manifestaram expectativa em relação ao ensino e pesquisa, a geração de empregos e o desenvolvimento em geral da região. Aliás, satisfação e orgulho.

“É com orgulho que esta comunidade recebe a novidade. Esperamos poder contribuir para a saúde pública brasileira”, ressaltou a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Cristina Lemos.

 

Assista ao vídeo e conheça o novo campus.

 

Jornalista: Paulo Schueler

 

 

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