Neste ano, a unidade realizou, em maio, uma oficina para preparação de pôsteres e em agosto, o I Seminário Anual Científico e Tecnológico, O evento reuniu, além de experientes pesquisadores, professores e profissionais do setor biofarmacêutico, diversos jovens talentos, de diferentes áreas do conhecimento, que submeteram trabalhos científicos à Comissão Julgadora, que avaliou todos de forma positiva. 

A pesquisadora do Núcleo de Meningites, Pneumonias e Infecções Pneumocócicas do Instituto Adolfo Lutz (NMPI/IAL), Maria Cristina Brandileone, afirma que os trabalhos apresentaram elevado rigor acadêmico e qualidade na pesquisa. “Fiquei encantada com a força de vontade e gana dos jovens ao defenderem seus temas”, relembra.

Na unidade, além da realização de eventos científicos, também há capacitação dos funcionários, através do Mestrado Profissional em Tecnologia de Imunobiológicos (MPTI) e do Curso de especialização em Gestão de Imunobiológicos (MB-Bio), promovido em parceria com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ). Criado em 2005, o curso é uma pós-graduação latu sensu da UFRJ, elaborado exclusivamente para capacitar os colaboradores da unidade. O conteúdo é revisado a cada nova turma e a parceria visa a adequação da aplicação dos conhecimentos aos objetivos organizacionais. O curso da turma deste ano teve como foco competividade, produtividade, qualidade e inovação.

 

Alunos que já se formaram no MPTI

Turma 1 (2005-2006): 17 alunos
Turma 2 (2007-2008): 18 alunos
Turma 3 (2010-2011): 17 alunos
Turma 4 (2012-2013): 23 alunos (em fase de defesa das monografias)

 

Novos talentos

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Bianca Duarte, aluna do mestrado em genética da UFRJ, orientada por Rodrigo Brindeiro e co-orientado por Mônica Arruda, participou do Seminário Científico de Bio e teve seu trabalho selecionado para apresentação oral. Exemplo de como a parceria entre institutos de pesquisa e universidades pode render bons frutos, ela considera que o evento foi uma ótima oportunidade de participar das mais recentes discussões sobre o desenvolvimento biotecnológico brasileiro.

“A temática das palestras e discussões demonstraram o quanto os mais importantes representantes de Bio-Manguinhos, Fiocruz e outras importantes instituições como UFRJ, UFPE, UFBA e UFRGS, se demonstram preocupados em disseminar essa temática de Biotecnologia. Além disso, o evento demonstrou a qualidade dos alunos e profissionais da área, indicando o grande potencial de desenvolver produtos e processos biotecnológicos que o Brasil tem, com qualidade equiparável ao de países desenvolvidos”, afirma. Para a jovem, eventos como estes propiciam um benéfico intercâmbio entre universidade e instituições de pesquisa. “A inovação vem da pesquisa e a aplicação desta pesquisa necessita do suporte industrial para tornar o desenvolvimento viável e competitivo”, ressalta.

Diego Duque Cambuy, de 25 anos, aluno de mestrado do programa de pós-graduação em Biologia Computacional e Sistemas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), apresentou no evento um trabalho sobre a coqueluche no Brasil, orientado por Ana Carolina Paulo Vicente e considera a troca de conhecimentos e a possibilidade de apresentação do que é produzido na academia como os pontos fortes do Seminário. “Minha participação no evento foi muito proveitosa, pois pude divulgar o trabalho que venho desenvolvendo no meu mestrado e também conhecer o trabalho dos colegas cientistas em diferentes áreas”, destaca.

 

ana-erikaAnna Erika Vieira de Araújo, de 25 anos, do Laboratório de Tecnologia Recombinante (Later), acredita que para o desenvolvimento científico e aproximação entre pesquisa e o trabalho de divulgação científica é necessário que haja cooperação entre entidades e profissionais. “Acredito que sem pesquisa básica não é possível chegar à pesquisa aplicada. É preciso que haja o fomento adequado para o desenvolvimento correto dos trabalhos. O vínculo de grandes empresas com universidades demonstra bem a importância dessas instituições no desenvolvimento tecnológico do país. É onde estão as grandes mentes pensantes, é importante dar o merecido valor e reconhecimento a elas”, ressalta.

 

 

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Outro trabalho que chamou atenção foi o de um dos mais jovens participantes do Seminário, Lucas de Almeida Machado, de 22 anos, também do Later. Para o pesquisador, seminários e simpósios científicos são ótimos ambientes para conhecer possíveis colegas para realização de pesquisas. E se depender do ânimo e disposição destes pesquisadores, muitos eventos semelhantes serão realizados no Instituto, devido à sua importância no fomento à pesquisa e valorização da atividade no âmbito institucional. “Não é suficiente apenas estudar o conhecimento que já foi acumulado, é preciso atuar para gerar mais conhecimento através da pesquisa, e estar em uma universidade é uma grande oportunidade para começar”, conclui Almeida.

 

 Confira depoimentos de alguns jovens talentos de Bio-Manguinhos

 

 Acredito que eventos como este aproximam e muito as universidades dos institutos de pesquisa. Atualmente observamos em grande parte as universidades isoladas dos institutos de pesquisas, com poucas colaborações se considerarmos o número de laboratórios e pesquisadores em uma universidade. Uma maior aproximação garantiria uma melhoria na pesquisa científica no país. Parcerias aumentariam e muito as chances de desenvolvimentos de pesquisas aplicadas. Na universidade existem muitas ideias, pesquisadores de ponta, jovens em sua maioria, porém faltam investimentos necessários e infraestrutura. Tais parcerias dariam as universidades o que hoje faz falta: o apoio e incentivo financeiro a pesquisa e ao desenvolvimento de estratégias científicas. Isso com toda a certeza representa um ganho imenso ao país e ambas as partes.

Izabella Sodré Buty da Silva, biotecnologista no Laboratório de Macromoléculas (Lamam)

 

Como disse Carlos Chagas Filho ‘na Universidade se ensina porque se pesquisa’. Essa frase está na porta de entrada do Instituto Carlos Chagas Filho, na UFRJ e está ali afixada, pois a pesquisa nos traz o conhecimento que precisamos e é com conhecimento que construímos um pensamento, uma hipótese que nos levam à pesquisa e ao desenvolvimento. Desta forma, é de fundamental importância que seja à partir da universidade que se crie o estímulo para a pesquisa, pois é na graduação que se encaminham os novos profissionais que atuarão em prol da sociedade em geral.

Bianca Duarte, aluna do mestrado em genética da UFRJ

 

Jornalista: Isabela Pimentel  

 

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