O Programa Nacional de Imunizações (PNI) completou 40 anos no último dia 18, em cerimônia realizada pelo Ministério da Saúde no Memorial JK, em Brasília. Na ocasião, foi lembrada a sua trajetória e seus benefícios conquistados em prol da saúde da população brasileira.

Representando o ministro Alexandre Padilha, presidiu a mesa o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, e também a coordenadora do PNI, Carla Domingues. O secretário Carlos Gadelha estava presente, como também os presidentes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Wilson Duarte Alecrim, e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Antônio Carlos Figueiredo Nardi.

Bio-Manguinhos foi representado por seu diretor, Artur Couto, a vice-diretora de Gestão e Mercado, Cristiane Frensch, o presidente do Conselho Político e Estratégico, Akira Homma, a coordenadora da Assessoria Clínica, Maria de Lourdes Maia, e o assessor científico sênior, Reinaldo Menezes. Entre os representantes da Fundação Oswaldo Cruz, estava o vice-presidente de produção e inovação em saúde, Jorge Bermudez. O evento também contou com a presença do presidente do Instituto Butantan, Jorge Kalil, e outras especialistas da área de imunizações do país.

 

pni-homenagem-430x285

Akira Homma (centro) e Reinaldo Menezes (à direita), junto com
homenageados (Imagem: SBIm)

Evento

Nestes 40 anos, o programa vem atuando na ampliação da prevenção, no combate ao controle e erradicação de doenças, além de disponibilizar diversas vacinas à população. São oferecidos gratuitamente 42 tipos de imunobiológicos utilizados na prevenção e/ou tratamento de doenças, incluindo 25 vacinas. “A melhor forma de atenção à saúde que se pode oferecer a população é a prevenção. Por isso, o Ministério da Saúde entende que investir em vacinação é uma das medidas mais efetivas de saúde pública”, destacou Barbosa.

Finalizando o evento, Carla Domingues expressou os novos desafios do PNI: tornar a cobertura vacinal mais homogênea e as campanhas de vacinação mais seletivas. Este mês, estão sendo introduzidas novas vacinas no calendário, como a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Sua produção é resultado da parceria para transferência de tecnologia entre Bio-Manguinhos e o laboratório GlaxoSmithKline.

Homenagens

Foram homenageados todos os coordenadores anteriores do PNI, incluindo Maria de Lourdes Maia, que ocupou o cargo durante 10 anos (1995-2005). Além dela, Jorge Bermudez, Akira Homma e Reinaldo Menezes receberam um prêmio. “Foram atores que tiveram participação na construção do PNI, exitoso em nosso país. Este PNI que contribuiu também com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para a erradicação ou controle de doenças imunopreveníveis na América Latina poliomielite, sarampo e difteria, e com a Organização Mundial de Saúde (OMS) na erradicação e sua manutenção, como no caso da varíola e pólio. Portanto, estes atores foram reconhecidos e representaram outros tantos anônimos em suas áreas, com atuação científica, de produção de imunobiológicos e de gestão do programa”, comentou a coordenadora da Assessoria Clínica.

 

pni-430x285

As homenageadas Maria de Lourdes e Maria Edite:
reconhecimento pelo trabalho (Imagem: Ascom/Bio-Manguinhos)

 

Ao receber este reconhecimento, Maria de Lourdes relembra os tempos em que trabalhou com Maria Edite Pereira de Sousa, que atua como auxiliar operacional de serviços diversos do programa. “Fiquei muito feliz com o justo reconhecimento à dedicação de Edite, há 24 anos no apoio administrativo do PNI. Como ser humano, é bom saber e ter explicitado, em homenagem, a importância da contribuição para uma construção coletiva, pois reafirmo que foi coletivamente que conduzi o PNI em minha gestão e consolidei minha afirmação ao compartilhar este reconhecimento com todos os coordenadores e anônimos vacinadores, no momento em que me passaram o prêmio”, conta a coordenadora.

Reinaldo Menezes comentou que o reconhecimento se dá pelo fato do PNI ser o melhor programa de saúde pública do Brasil e o melhor de imunização do mundo. “Os produtores nacionais de vacinas, como Bio-Manguinhos, foram essenciais para os avanços obtidos. Todos estavam felizes e orgulhosos, mas sentindo o peso da responsabilidade de continuar pesquisando e melhorando o programa”, afirmou o especialista.

 

Jornalista: Gabriella Ponte

 

altalt Voltar à pagina inicial

Outras notíciasaltarrow-2