O segundo encontro sobre nanotecnologia do Ciclo de Inovação atraiu mais de cem pessoas ao auditório do Pavilhão Rocha Lima, que foram assistir à apresentação da coordenadora da Rede de Nanotecnologia Farmacêutica da Capes, Sílvia Guterres.

 

Com o tema da palestra Nanotecnologia aplicada à área farmacêutica: estado da arte e regulação, Sílvia apresentou questões conceituais da nanotecnologia ligadas à saúde e resultados das pesquisas feitas na rede que coordena, além de regulação. Ela começou respondendo a uma questão básica, ainda desconhecida de muitos: o que é nanotecnologia? “O conceito mais usual em relação à nanotecnologia diz que seria a produção e/ou manipulação de materiais cujo tamanho se situa abaixo de 100 nanômetros (1 nanômetro = 1 bilionésimo do metro)”, explicou, antes de fazer uma ressalva. “Existem outras nuances que são importantes.Recentemente a comunidade europeia divulgou novas precisões em relação a esse conceito, que, portanto, se encontra em construção”. A especialista falou, em seguida, do que o mercado já oferece em termos de produtos com base nesse tipo de tecnologia e as tendências existentes. 

 

Hoje em dia, a nanotecnologia está inserida em todos os setores econômicos, inclusive na área da saúde. Segundo Sílvia, a partir do ano 2000 percebe-se um crescimento exponencial desse tipo de tecnologia, o que pode ser comprovado no número de patentes registradas que têm sua base na nanotecnologia. “Estamos falando de algo atual e que está em ascensão. A Saúde é a área que mais registra patentes em termos de nanotecnologia, juntamente com a área da química e farmacologia.”

 

A chamada nanomedicina tem três utilidades principais, de acordo com a especialista. “Ou eu uso os nanomateriais como materiais para diagnóstico ou como carreadores de fármacos, tendo uma aplicação na área terapêutica, conhecidos, no jargão, por nanomedicamentos. A tendência mais recente da pesquisa cientifica é associar esses dois conceitos: usar o carreador pra fazer um diagnóstico. Tem muitos artigos científicos recentes conjugando essas duas propriedades”, explicou.

 

Silvia apresentou, também, alguns resultados de estudos clínicos em andamento com nanopartículas. Segundo dados de 2012, 78% deles se concentram no tratamento de câncer.

  

 

Jornalista: Rodrigo Pereira

 

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