inovacao-ciencia-100x100A importância da qualificação de profissionais da área de Ciência e Tecnologia (C&T) para fomentar a inovação no Brasil foi o foco do sexto encontro do Ciclo de Inovação. O tema Ciência sem Fronteiras: fomento à competitividade das empresas brasileiras foi ministrado pelo coordenador-substituto de Ações Nacionais do Programa Ciência sem Fronteiras no CNPq, Marcos Vinício Borges Mota.

Primeiramente, Marcos apresentou o cenário de mestres e doutores formados na área de C&T no Brasil, além do número de patentes, comparando ao cenário mundial. “Há muito o que crescer nesta área. É preciso investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para chegarmos ao patamar da União Europeia e China. Para isso, é necessário estímulo, por parte dos setores privados e públicos, na qualificação de profissionais de engenharia e saúde, entre outras áreas estratégicas”, analisou o analista em Ciência e Tecnologia do CNPq. 

Ele mostrou o programa, que tem o objetivo de oferecer 101 mil bolsas de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado em todo o mundo de 2011 a 2015, promovendo avanço, internacionalização e inovação do conhecimento. “Diversas áreas, como nanotecnologia, biotecnologia e fármacos, estão carentes de profissionais qualificados. Grandes empresas nacionais (como Petrobras, Eletrobras e Vale) buscam este tipo de conhecimento em alunos de universidades que participam do programa, como a Universidade de São Paulo (USP)”, explicou Marcos.

 

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Marcos Vinício apresentou as bolsas oferecidas no exterior para fomentar a ciência
Imagem: Ascom/Bio-Manguinhos


Assim como há esforços em alocar bolsistas em diversos países do mundo, o CNPq também estimula a volta de brasileiros que se especializaram no exterior. “Nós administramos a relação dos bolsistas com empresas do mundo inteiro. Os países com mais bolsas para graduação em aberto são Hungria (2.300) e Austrália (2.300). No entanto, atualmente, o país com o maior número de estudantes são os Estados Unidos. Não há inovação sem bons profissionais qualificados e é disso que o Brasil precisa”, concluiu o palestrante.  

 

Jornalista: Gabriella Ponte

 

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