O Seminário Anual Científico e Tecnológico de Bio-Manguinhos, que aconteceu de 12 a 14 de agosto, no auditório do Museu da Vida, no Campus de Manguinhos, foi encerrado com a premiação dos três melhores resumos científicos apresentados, de um total de 85 avaliados por uma comissão externa composta por quatro especialistas: Maria Cristina Brandileone, Maria Sato, Francisco de Paula Pinheiro e João Baptista Risi Junior. Além dos três prêmios, um quarto foi concedido em reconhecimento a um jovem talento do Instituto.

 Antes, porém, os coordenadores da Comissão Científica e Tecnológica do seminário e idealizadores do encontro, Akira Homma e Reinaldo Martins, fizeram suas considerações, deixando claro que o evento alcançou o seu propósito. “As discussões feitas a partir das apresentações somadas à parte científica apresentada pelos jovens foi uma combinação muito feliz. Aquilo que foi apresentado aqui serve para estimular os profissionais de Bio-Manguinhos que trabalham com os temas abordados à buscarem a inovação de forma contínua”, afirmou Martins. Já Akira se mostrou satisfeito pela oportunidade de conhecer novas iniciativas internas. “Incentivamos a criação de um espaço interessante para ver o que as pessoas de Bio-Manguinhos estão fazendo e que, no dia a dia, não temos a oportunidade de conhecer. A unidade está crescendo demais nos últimos anos e é preciso que as pessoas acompanhem esse contexto”, disse ele.

Já o diretor Artur Couto reforçou a boa impressão deixada pelo seminário, lembrando que essa não é a única iniciativa do Instituto no fomento à inovação. “Estamos continuamente buscando desenvolver os nossos profissionais para ocuparmos, de forma inequívoca, o papel estratégico nas políticas do governo para biotecnologia em saúde humana. Temos criado ambientes propícios à inovação, como os encontros do Ciclo de Inovação. Este seminário foi mais uma iniciativa exitosa neste sentido. Realmente foi um evento muito bom e com resultados bastante positivos”, comentou.

 

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Em seguida, foram anunciados os vencedores dos prêmios Oswaldo Cruz (1º lugar), Carlos Chagas (2º lugar) e Alcides Godoy (3º lugar). Flavio Rocha da Silva, do Laboratório de Bioquímica, Proteínas e Peptídeos do IOC/Fiocruz, foi eleito o autor do melhor trabalho, com o estudo “Bordetella pertussis: mapeamento e caracterização dos epítopos da toxina pertussis e pertactina”. A gerente do projeto KIT NAT HIV/HCV de Bio, Patrícia Alvarez, ficou em segundo lugar com o resumo "Detecção de amostras em período de janela imunológica com kit NAT HIV/HCV Bio-Manguinhos, visando ampliar a segurança transfusional no Brasil”. Katherine de Mattos, tecnologista em saúde, também de Bio, ficou na terceira posição, com o trabalho “Metabolômica aplicada na identificação de potenciais alvos de intervenção terapêutica nas doenças micobacterianas".O quarto prêmio - uma homenagem a Evandro Chagas - foi um reconhecimento a um jovem talento da unidade e foi concedido a Ingrid Pinheiro, da Seção de Potência do Laboratório de Controle Microbiológico. O título foi "Standardization and optimization of electrophoretic methods for the analysis of homogeneity and physicochemical characterization of recombinant human erythropoietin”.

 

 

Jornalista: Rodrigo Pereira

 

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