O especialista defendeu que para empreender processos inovadores nas empresas e indústrias é preciso, antes de tudo, estar atento aos chamados fatores críticos da cadeia de inovação, como volume de capital investido em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), infraestrutura e qualificação dos recursos humanos. Bomtempo explicou que o processo possui algumas características peculiares, que devem ser bem conhecidas, como elevado grau de incerteza inerenteversus pesados investimentos e a necessária articulação entre pesquisa aplicada e escala industrial. 

“Erra quem penas que inovação é um achado. Ela é produto de um processo, é a ponta da cadeia, não nasce necessariamente de uma nova ciência, pode ser incremento de algo que já existia, é a chamada inovação incremental”, considerou. O engenheiro defendeu o domínio dos ativos complementares, ou seja, de tudo que é necessário, além do conhecimento técnico para a inovação, como o pós-marketing, fabricação e distribuição, é a chave para o desenvolvimento de novas tecnologias. 

Dentre os principais desafios para o setor de saúde promover novos processos e produtos no Brasil, ele apontou a dificuldade de acesso aos ativos e a existência de diversas barreiras como burocracia, desarticulação entre projetos e os modelos de gestão. “ Esse cenário se reflete na dificuldade de transformar projetos em produtos, em escala comercial. É um desafio a ser superado no país”, concluiu.


Conheça o palestrante 

Jose Vitor Bomtempo Martins é engenheiro químico pela Escola de Química da UFRJ, mestre em Engenharia de Produção pela Coppe e doutor em Economia Industrial pela Ecole Nationale Supérieure des Mines de Paris. Atualmente é pesquisador associado ao Grupo de Economia da Energia do Instituto de Economia ( UFRJ) e  professor e pesquisador do quadro permanente do Curso de Pós-graduação da Escola de Química, na área de Gestão e Inovação Tecnológica.

 

Jornalista: Isabela Pimentel

 

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