akira-condecoracaoUma homenagem que ultrapassou fronteiras e que, certamente, ficará na memória do presidente do Conselho Político e Estratégico de Bio-Manguinhos, Akira Homma, e na História do Instituto. No último dia 7, ele recebeu, no Consulado do Japão no Rio de Janeiro, uma condecoração conferida pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Fumio Kishida, em “reconhecimento à sua valiosa contribuição na ampla apresentação e divulgação da tecnologia médica japonesa ao Brasil, e no fortalecimento da capacitação tecnológica na produção de vacinas”. Estavam presentes na cerimônia, além de membros da família Homma, o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, o diretor e vice-diretores de Bio, além de alguns colaboradores convidados pessoalmente pelo homenageado.

A condecoração, cujo nome oficial é Comenda Ordem do Sol Nascente, Raios de Ouro com Laço, remete ao fortalecimento das relações entre os governos brasileiro e japonês, por meio das parcerias estabelecidas por Bio-Manguinhos e instituições daquele país, fundamentais na erradicação da pólio e na redução dos casos de sarampo no país (em 2011, apenas 41 foram confirmados).

No final dos anos 70 e início dos 80, liderado por Akira, então diretor da unidade, e pelo professor da Universidade de Osaka, Konosuke Fukai, um acordo de cooperação foi firmado entre Bio e os institutos Biken e de Pesquisa de Poliomielite do Japão, para transferência de tecnologia para a produção das vacinas sarampo e pólio, doenças que ainda afligiam o Brasil e o mundo. “Na época, não havia nenhuma produção importante de vacinas no país, a maioria era importada”, lembra Akira.

Segundo ele, a iniciativa foi fundamental para formar a base industrial que Bio carrega até hoje. “Bio-Manguinhos deu o salto que precisava com esta cooperação. Os passos para a produção industrial foram dados nessa época”, afirma. E vai além. “Se não fosse essa parceria, Bio levaria mais tempo para alcançar o patamar que se encontra hoje”. Akira ressaltou também o grande esforço do professor Fukai para que o projeto fosse viabilizado, conseguindo, junto à Agência de Cooperação Internacional do Japão, US$ 5 milhões. “Um valor expressivo naquele tempo”, avalia ele.

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Jornalista: Rodrigo Pereira  

 

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