Em um momento institucional e histórico tão singular quanto único, Bio-Manguinhos direciona suas forças para que o percurso que o levará a um novo modelo jurídico seja trilhado por todos os colaboradores. Para reforçar o envolvimento e a participação dos gestores e apresentar os próximos desafios da unidade, o 12º Colegiado Interno de Gestores (CIG) – cujo tema foi Bio em Transformação: nossos valores, novas ideias – discutiu, durante três dias (22 a 24 de outubro), o crescimento institucional e os aspectos da mudança que o Instituto já vivencia e o que isso significará para o trabalho de cada funcionário.


Palestra da gerente do Projeto de Gestão de Mudança, Priscila Ferraz

O evento foi realizado no Hotel Le Canton, em Teresopólis (RJ)

Na mesa de abertura, estavam presentes – além do diretor de Bio-Manguinhos, Artur Couto, e do presidente do Conselho Político e Estratégico, Akira Homma – o presidente e o vice-presidente de Gestão da Fiocruz, Paulo Gadelha e Pedro Barbosa, respectivamente. Envolver os gestores e estimulá-los a contribuir com o processo de mudança foi o principal viés enfatizado logo na abertura por Artur Couto. “A mudança se dará com a participação, colaboração e visão de todos. Se não tivermos isso certamente não conseguiremos mudar. O momento é de nos apropriamos desse modelo e fazê-lo operar com os melhores resultados possíveis”, afirmou.

A gestão dessa nova estrutura, além de uma lógica jurídica diferente – de empresa pública de direito privado -, ficará ainda mais complexa quando os novos campi da unidade, em Santa Cruz (RJ) e Euzébio (CE), forem inaugurados. “As novas plantas industriais, e ainda a nossa atual sede, nos colocarão diversos desafios os quais precisaremos dar conta. Teremos que pensar diferente, criar novos processos para operar de forma eficiente”, completou Artur.

As respostas para tantos desafios deverão ser pensadas de forma coletiva. Para isso, o CIG procurou nivelar as informações a respeito destes projetos e compartilhar os avanços já conquistados e aquilo que está por vir. “Um dos objetivos foi apresentar as dimensões desta mudança. Todos nós, gestores e pessoas envolvidas nesse processo, precisam estar nivelados em relação a como Bio-Manguinhos está se estruturando para passar por esse processo”, afirmou a gerente do Projeto de Gestão da Mudança, Priscila Ferraz.


Olhar para a frente, sem esquecer o passado


O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, não teve dúvidas ao afirmar o protagonismo de Bio-Manguinhos no conjunto das unidades e para o cumprimento integral do papel social da Fundação. “Quando apoiamos o projeto da transformação de Bio em empresa pública, pensamos unicamente no que é necessário para essa instituição e para o país; no que reforça o papel do Estado, que garante a possibilidade de termos o resultado e as respostas para fortalecermos a nossa missão. Tenho absoluta certeza que esse caminho marcará um novo patamar para a Fiocruz”, afirmou.


O futuro e o passado caminham juntos na superação dos desafios que estão por vir. As novas ideias não devem estar desatreladas dos valores que regem o instituto. Segundo o diretor, Artur Couto, o histórico institucional será considerado nessa nova etapa. “Nós criamos uma história de vida. São 36 anos de muita luta para chegar até aqui e não podemos ignorar os nossos valores. Vamos pensar lá na frente, mas sem abrir mão do que nos trouxe até aqui”. Para relembrar momentos históricos dessa trajetória, foi exibido o vídeo com a Linha do Tempo de Bio-Manguinhos. Com dezenas de imagens, a apresentação resgatou a pavimentação do caminho da unidade, construído por muitas mãos. Algumas ainda a serviço do Instituto. Hoje, todos – gestores e suas equipes – devem ser agentes dessa transformação, contribuindo para a construção da história da futura empresa brasileira de biotecnologia Bio-Manguinhos/Fiocruz.

 

arrow-1 Veja a galeria de fotos do CIG.

 

Jornalista: Rodrigo Pereira

 

Voltar à pagina inicial

Outras notíciasarrow-2