“A Fiocruz tem um compromisso central com a mobilização, já que é uma das produtoras da vacina, além de apresentar um esforço especial de mais de 1,7 mil voluntários que dedicam tempo, energia e criatividade para proporcionar a crianças e famílias lazer e educação em ciência e saúde”, afirmou Gadelha. Ao final do dia, 1.922 crianças foram imunizadas na Fiocruz.

O presidente Paulo Gadelha e a primeira gotinha do dia.

O presidente Paulo Gadelha e a primeira gotinha do dia.


Este ano, a meta do Ministério da Saúde (MS) é imunizar contra a paralisia infantil 95% do total de 14,1 milhões de crianças menores de 5 anos de idade no Brasil (ou seja, 13,5 milhões). Em todo o país, cerca de 350 mil pessoas trabalharam em 115 mil postos para a administração de 23 milhões de doses da vacina oral. Na Fiocruz, além das vacinas, mais de 1,7 mil voluntários trabalharam para oferecer ao público mais de 70 atividades culturais, de divulgação científica e promoção da saúde, bem como prestação de serviços.

“É muito importante participar deste tipo de campanha, como cidadão, pai de três filhos e atleta, afinal o esporte tem tudo a ver com a saúde”, destacou o ex-jogador olímpico de vôlei Carlão, que visitou o campus da Fiocruz durante o evento. “Além da vacinação a comunidade pode ter acesso a diversos esclarecimentos em relação à saúde, que ajudam na conscientização e na busca de uma vida mais saudável”. Os atores mirins Vittorio Gava, que interpreta o personagem Rodrigo, na novela Amor eterno amor, Ana Luisa Abreu, que atuou na novela Aquele beijo, e MC Nicholas, que está na TV em Cheias de charme, também estiveram presentes.

 

Espaço de Bio-Manguinhos

No teatro de bonecos no estande de Bio-Manguinhos/Fiocruz, o menino Gasparzinho, cheio de força graças à vacina que havia tomado, encantava as crianças quando corajosamente enfrentava um perigoso jacaré. “A ideia é mostrar aos pequenos que, quando tomam vacina, ficam mais fortes para ter bons planos”, explicou uma das voluntárias. Após a apresentação foi distribuída gratuitamente revistinha educativa com jogos para a criançada. A publicação traz brincadeiras com temas voltados à saúde, vacinação, meio ambiente e higiene.

Os jovens do Projeto Crescendo com Manguinhos, do Somar, fizeram apresentação de capoeira.

O estande de Bio-Manguinhos contou com apresentações de um teatro de bonecos.

O estande de Bio-Manguinhos contou com apresentações de um teatro de bonecos.

 

Passeio pelos estandes

Na tenda de uso racional de medicamentos, o público recebia orientações sobre como tomar remédios, onde guardá-los e o que fazer em caso de intoxicação. Também foram distribuídas cartilhas com informações sobre precauções como não ingerir remédios com sucos ou refrigerantes, impedindo, assim, a redução de sua eficácia, e não deixá-los em locais como carro ou banheiro, de forma a evitar avarias, contaminação e decomposição. O espaço contou ainda com a presença do personagem Capsulito, que dava às mais de cem crianças que por lá passaram dicas sobre uso correto de medicamentos. Os pequenos também puderam se divertir com o jogo Budo. Quem conseguisse dar o maior número de respostas certas quanto ao uso correto de remédios vencia. “Ela gostam tanto das atividades que vêm mais de uma vez”, contou a servidora Pollyana Gomes, de Farmanguinhos.


Já no estande de assistência humanizada do Ipec/Fiocruz o público recebia orientações sobre formas de prevenção e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis e medicamentos antirretrovirais. Preservativos e cartilhas também foram distribuídos às cerca de mil pessoas que visitaram o espaço. No estande do Programa de Atenção Integral à Saúde do Idoso, também do Ipec, os visitantes conheceram um pouco sobre o funcionamento de cada órgão, explicado com o uso de peças anatômicas.

Informações sobre o Programa da Farmácia Popular eram oferecidas no estande da Dirad/Ficoruz. Foram distribuídos porta-medicamentos e folhetos com os endereços e valores de todos os produtos oferecidos pelo programa Farmácias Popular.

O processo de compostagem, técnica que transforma matéria orgânica em adubo, foi apresentado em uma oficina de jardinagem. A Fiocruz faz uso da compostagem há quatro anos, utilizando resíduos como podas e capino da vegetação da área e o lodo da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). As vantagens? Muitas: diminuição de custos, menor impacto ambiental, redução de resíduos levados ao aterro sanitário, além da produção de adubo para o horto da Fundação.


Outra atração do evento foi o espaço Olho Vivo no Barbeiro, onde eram dadas orientações sobre formas de prevenção e contágio da doença de Chagas. No estande, os visitantes tiveram a oportunidade de ver os barbeiros ainda vivos. “Um dos focos do animal é o açaí, por isso, a fruta deve ser bem higienizada, pois, se contiver suas fezes, pode transmitir a doença”, disse uma das voluntárias. Exposições de caramujos e informações sobre as diversas doenças transmitidas pelos animais, entre elas a esquistossomose, também fizeram parte das atrações.

Também foi destaque das atividades do evento o Programa de Controle da Tuberculose, realizado em comunidades e no Centro de Saúde da Ensp para levar informação sobre a doença à população e conscientizá-la sobre a importância do tratamento. “Tivemos bons resultados até agora. O número de pacientes que aderiu ao tratamento aumentou”, afirmou a assistente social Miriam Gomes.

Entre as atrações também estavam as do Museu da Vida (MV), onde os visitantes conferiram a exposição Nós no mundo, que com elementos interativos estimulava a reflexão sobre o desenvolvimento sustentável e seus benefícios para as gerações futuras. Ainda no MV, houve um Ponto da leitura em que foram exibidos curtas-metragens de animação sobre meio ambiente e liberado o acesso aos livros e às revistas da Biblioteca de Educação e Divulgação científica, além de materiais produzidos pelo próprio museu. No Show de ciência, houve a realização de experimentos interativos em química e física, com a utilização de mágica e artes cênicas.

No gramado da Tenda da Ciência, a atividade Câmara Escura desvendou como uma imagem é formada no cérebro humano. Já na própria Tenda, os visitantes curtiram o Contares de histórias e a esquete O que é que ela tem, doutor? No Parque da Ciência, a Pescaria de micro-organismos possibilitou ao visitante construir um conceito sobre micro-organismos e desmitificou a ideia de que todo micróbio é maléfico para o ser humano. O público se divertiu com as atividades Bolhas de sabão, Oficina de animação, Fábrica de geleca, Balas, bombons e caramelo, Faça uma célula e Há vida na Gota d’água. No Epidauro houve o Cine-ciência com Pipoca, a atividade Arte-insetos e a exposição Microdetalhes de mosquitos e barbeiros da Região Sudeste. As crianças percorreram um circuito que mostrou a contaminação natural dos alimentos crus, a possibilidade da contaminação cruzada destes durante o preparo e as doenças transmitidas.

Dentre as apresentações, os visitantes curtiram Clowne, o Palhaço Cientista, trechos do balé Portinari, show da Orquestra de Sopros e Flautistas da Pro Arte, o Coral de Crianças da UFRJ e diversas performances circenses. O evento também teve cerca de 70 estandes, como o do Centro de Criação de Animais de Laboratório da Fiocruz, o da Coleção Entomológica do Instituto Oswaldo Cruz e o do Museu da Patologia do Instituto Oswaldo Cruz, além de uma oficina de reaproveitamento de materiais. Os participantes também realizaram exames de glicemia e pé diabético. Um escovódromo ajudou crianças a entender como realizar corretamente a higiene bucal.

Além disso, a feira abordou temas como direitos sociais, higienização das mãos, cuidados para manter a saúde dos bebês, avaliação motora para crianças de até um ano e dicas importantes sobre a saúde da mulher no que se refere à osteogênese imperfeita (doença nos ossos de origem genética). Os voluntários do Projeto Biblioteca Viva realizaram a leitura de pequenos contos e de clássicos da literatura nacional. Nesta edição do Fiocruz pra Você, a Diretoria de Administração do Campus (Dirac) ofereceu a atividade Troque Lixo por Muda de Planta. Os interessados, além de ajudar a limpar o campus durante o evento, ganharam uma muda de planta em garrafas pet recicladas e aprenderam como plantá-la.

O Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), no Flamengo, participou da mobilização com posto de vacinação. As atividades também ocorreram nas unidades regionais da Fundação. Na Fiocruz Minas a vacinação foi acompanhada de estandes científicos: pesquisadores levaram às ruas equipamentos de uso interno dos laboratórios e apresentaram curiosidades sobre os estudos e experimentos desenvolvidos nesses locais. Crianças e adultos foram orientados sobre estudos em ciências por estudantes, professores e pesquisadores renomados. Estavam disponíveis microscópios e maquetes de trabalhos científicos realizados pela instituição. Além disso, houve atrações circenses, teatrais e musicais gratuitas.

 

Fonte: Portal Fiocruz/Jornalistas: Danielle Monteiro, Renata Moehlecke e Tatiane Leal.

 

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