marcos-freire-interna-100x100O veterinário Marcos Freire é doutor pelo Instituto Oswaldo Cruz, tem experiência no campo da microbiologia e trabalha há 26 anos em Bio-Manguinhos. Ele está à frente da Vice-diretoria de Desenvolvimento Tecnológico (VDTEC) desde 2009. Na entrevista concedida, Freire comenta sua experiência como vice-diretor e revela quais são os projetos previstos para este ano.

Sua história começou no Laboratório de Vacina de Sarampo, onde pôde trabalhar com o ‘memorável’ tecnologista José Roberto Salcedo Chaves – como o classifica Freire – até o início da década de 1990. Na área de produção acumulou a atividade de desenvolvimento tecnológico (DT), orientado por Akira Homma, Oscar Souza Lopes e George Forbes Mann. Nesta fase, atuou em projetos voltados para obtenção de novos estabilizadores, desenvolvimento de processos de produção e estudos de termoestabilidade da vacina sarampo. Depois, ingressa no Departamento de Desenvolvimento Tecnológico e implementa a estrutura do Laboratório de Tecnologia Virológica (Latev) – com o apoio da equipe que formou com a consultoria de Mann – e conduziu o desenvolvimento de produtos, processos e projetos de vacinas virais. Com a reestruturação de Bio e a criação da VDTEC, em 2004, assumiu o programa de DT de vacinas virais.

Quais trabalhos realizados na VDTEC?
Marcos Freire: O principal foi dar continuidade ao excelente trabalho iniciado na gestão do pesquisador Ricardo Galler, mantendo o processo de reestruturação e de priorização dos projetos estratégicos. Entre as novidades temos o estabelecimento da Assessoria da Vice-diretoria, com a vinda da economista Beatriz Fialho; a promoção de uma gestão com maior participação dos gestores da Vice; e o inicio das discussões sobre um novo prédio para a VDTEC e a realização de planejamento orçamentário de curto, médio e longo prazo.

A prospecção tecnológica, trabalho iniciado por Beatriz Fialho, quando era gestora da Assessoria de Planejamento e Organização, continua na VDTEC com planejamento de visitas às unidades da Fiocruz e a outras instituições de pesquisas brasileiras, e a estruturação da atividade internamente.

Quem assumiu o seu cargo anterior?
Freire: Elena Caride Siqueira Campos ficou no meu lugar no Programa de Vacinas Virais.

Como é a interface com as demais vice-diretorias?
Freire: Melhorou bastante. Desde 2009, quando alteramos a metodologia de avaliação dos projetos de DT, com a maior participação das outras vices no processo de avaliação, nós passamos a discutir as necessidades de interfaces com as áreas. Isto proporcionou um maior compromisso para atingir os resultados pactuados.

Quais as conquistas no primeiro ano como vice-diretor?
Freire: No ano passado pudemos comemorar os registros dos dois DPPs (Dual Path Platform), o Imunoblot e o HIV screen, e do kit de Teste de Ácido Nucléico (NAT) para HIV e HCV. Também concluímos trabalhos em andamento e estabelecemos novas parcerias. Entre eles:

• Fase I do estudo clínico do Interferon alfa 2b peguilado.
• Estudo clínico de fase I da vacina meningite B – e aprovação do protocolo clínico de fase II.
• Etapa de campo do estudo clínico de fase I da vacina meningite C conjugada demonstrando a equivalência com a vacina referência.
• Definição do novo processo de purificação de concentrado viral da febre amarela, no projeto de melhoria do processo de produção deste imunobiológico.
• Acordo com a Fraunhofer para o desenvolvimento de uma vacina de subunidade para febre amarela em plataforma vegetal.
• O estabelecimento da “gestão participativa” com a realização de reuniões ordinárias mensais com os gestores de programas e laboratórios – conquista importante para a VDTEC.

Quais os trabalhos previstos para este ano?
Freire: Iniciaremos a fase II do estudo clínico do Interferon alfa 2b peguilado e da fase II da vacina meningite B, com a conclusão dos estudos. Pretendemos finalizar a fase II do estudo clínico da vacina meningite C conjugada e o projeto de melhoria da vacina febre amarela, com transferência e implantação da tecnologia no Laboratório de Febre Amarela.

Também são metas a transferência da tecnologia do NAT para a produção de reativos e a contratação do projeto básico do nosso novo prédio.

 

Jornalista: Elis Galvão

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