O desenvolvimento do projeto, em uma parceria técnica-científica com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), envolveu na unidade pelo menos 20 setores e 40 colaboradores, diretamente.

Segundo Antonio Gomes Ferreira, gerente do Programa de Desenvolvimento de Reativos de Bio-Manguinhos, o NAT, que será produzido pela unidade com alguns insumos vindos do IBMP e outros parceiros tecnológicos, complementará os testes sorológicos que são oferecidos nos hemocentros do país, ampliando a segurança transfusional.

O novo produto detecta os vírus da aids e da hepatite C nas bolsas de sangue e custa três a quatro vezes menos que os produtos similares comercializados por empresas privadas multinacionais. Atualmente, um estudo multicêntrico está em fase final com mais de 120 mil amostras testadas em quatro hemocentros do país que já dispõem do Teste NAT nacional implantado. “Com o registro, ampliaremos a rede para até 15 hemocentros ao longo de 2011 permitindo realizar o teste nas 3,5 milhões de doações de sangue da hemorrede pública brasileira”, afirma Antonio.

O processo para alcançar a marca é bem complexo, uma vez que prevê não só a produção do kit, como também visitas aos hemocentros, avaliação das suas condições para receber os equipamentos necessários, orientações para eventuais adequações do local, instalação e validação das máquinas, treinamento dos profissionais, acompanhamento das rotinas iniciais. E não termina aí. “Depois disso, acompanhamos de longe, mas com um SAC bem estabelecido para resolver qualquer problema, seja nos equipamentos ou nos insumos, em até 24 horas. Temos que atuar de forma eficiente para que tudo funcione perfeitamente”, finaliza o gerente.


Jornalista: Rodrigo Pereira

 

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