O Boletim Epidemiológico 12 - Volume 52, março de 2021, publicado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), traz os dados da Vigilância epidemiológica do sarampo no Brasil considerando as Semanas Epidemiológicas 1 a 9 de 2021.

Após o registro dos últimos casos da doença em 2015, e o recebimento da certificação da eliminação do vírus em 2016, desde 2018 o Brasil vem registrando casos de sarampo – quando foram confirmados 10.346 casos da doença.

Em 2019, após um ano de franca circulação do vírus, o país perdeu a certificação de “país livre do vírus do sarampo”, dando início a novos surtos, com a confirmação de 20.901 casos de sarampo. O número caiu em 2020, quando foram confirmados 8.448 casos.

Em 2021, até a Semana Epidemiológica 9, 235 casos de sarampo foram confirmados, 181 (77,0%) por critério laboratorial e 54 (23,0%) por critério clínico-epidemiológico. Outros 165 casos permaneciam em investigação quando da divulgação do Boletim.

A circulação ativa do vírus permanecia em três estados, que possuíam os casos confirmados de sarampo no país. De acordo com o Boletim, “destaca-se o estado do Amapá com 224 (95,3%) casos confirmados de sarampo, em 10 municípios, e a maior incidência (36,36 casos por 100 mil habitantes), dentre os estados com casos confirmados”.

Em 2021 ainda não havia ocorrido óbitos por sarampo, mas em 2020 foram registrados 10 mortes pela doença, sendo um em São Paulo, na capital; um no Rio de Janeiro, em Nova Iguaçu; e oito no Pará, dos quais três em Breves, dois em Belém, dois em Novo Repartimento e um em Igarapé-Mirim.

Vacinação

Para diminuir o risco da ocorrência de sarampo, o Ministério da Saúde adotou em agosto de 2019 a estratégia “Dose Zero” para a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para as crianças de 6 a 11 meses de idade, e desde 23 de novembro de 2020 suspendeu esta dose nos locais que interromperam a circulação do vírus, permanecendo apenas nos estados que continuam com a circulação do mesmo.

Ainda de acordo com o documento, “considerando a situação epidemiológica provocada pela pandemia do coronavírus, e alguns estados manterem a circulação ativa do vírus do sarampo, o Ministério da Saúde recomenda que as ações de vacinação na rotina sejam mantidas, e que os processos de trabalho das equipes sejam planejados de forma a vacinar o maior número de pessoas contra o sarampo, conforme o Calendário Nacional de Vacinação e, ao mesmo tempo, evitar aglomerações para diminuir o risco de contágio pela COVID-19”.

 

Jornalista: Paulo Schueler. Imagem: Kjpargeter, Freepik.