coronavirusO Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e as sociedades brasileiras de Imunizações (SBIm) e Pediatria (SBP) lançaram a cartilha "Pandemia da COVID-19 - O que muda na rotina das imunizações" para demonstrar que é seguro vacinar durante a pandemia. O material contém orientações sobre como manter as atividades de vacinação durante o período.

Na época do lançamento, a vice-presidente da SBIm e coordenadora científica da cartilha, Isabella Ballalai, destacou a abrangência da publicação, com instruções sobre o planejamento da vacinação, organização das salas de vacinas e a busca de locais alternativos, caso não seja possível adotar nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) todas as medidas de distanciamento social exigidas. “Outra preocupação é a proteção da saúde dos profissionaisque participam do processo de vacinação. A cartilha apresenta os cuidados necessários para os envolvidos — da portaria à sala de vacinação, passando pela equipe de segurança e limpeza — e normas de vestuário, higienização, entre outras”, ressaltou.

Campanhas de vacinação prosseguem

Em muitos locais, como nos Estados de São Paulo e Bahia, por exemplo, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e a Campanha Nacional de multivacinação para Atualização da Caderneta de Vacinação das crianças e adolescentes até 15 anos de idade prossegue. Mesmo onde a campanha não foi prorrogada, os postos continuam com vacians em estoque para atualizar a caderneta das crianças e adolescentes. Os adultos também devem se vacinar contra o sarampo.

Vacinação de adolescentes é desafio

O Ministério da Saúde ressaltou, em matéria publicada em seu portal, que "manter a carteira de vacinação do adolescente em dia é um desafio e uma questão de saúde pública. Composta por sete diferentes vacinas, a caderneta de imunização do adolescente vem apresentando baixas coberturas vacinais. A propagação de fake news e tabus sobre algumas vacinas, como a de HPV, são alguns dos motivos que afastam os pais e responsáveis e os adolescentes dos postos de saúde".

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Ana Goretti, ressaltou a importância da vacinação para essa faixa etária. “O adolescente é afetado por ambientes externos. A idade de experimentação o deixa vulnerável e, além disso, há a crença de que nada afeta a saúde do adolescente, ou seja, eles acreditam que não estão expostos às doenças e por isso são resistentes à vacinação”, lembrou.

A coordenadora do PNI lembrou ainda que doenças como o sarampo, a meningite e a rubéola afetam os adolescentes, que podem ser transmissores dessas doenças dentro de casa.

 

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Jornalista: Paulo Schueler, com informações do Ministério da Saúde e da SBIm. Imagem: Freepik