testeOMS, ONU, Unicef, UNAIDS, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Unesco, União Internacional de Telecomunicações (UIT), a iniciativa “Global Pulse”, da ONU; e a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC, na sigla em inglês), juntamente com os governos da Indonésia, Tailândia e Uruguai, realizaram um webinar à margem da 75ª Assembleia Geral da ONU para chamar a atenção sobre “os danos causados pela disseminação de desinformação deliberada” sobre a COVID-19.

“Assim que o vírus (Sars-CoV-2) se espalhou pelo mundo, mensagens imprecisas e até mesmo perigosas começaram a proliferar de forma descontrolada nas redes sociais, deixando as pessoas confusas, enganando-as e disseminando conselhos nocivos”, ressaltou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

“Nossa iniciativa, chamada de ‘Verificado’, está lutando contra a desinformação com a verdade. Trabalhamos com parceiros na mídia, indivíduos, influenciadores e plataformas de mídia social para divulgar conteúdos que promovam a ciência, ofereçam soluções e inspirem a solidariedade. Isso será especialmente crítico pois precisamos construir a confiança das populações sobre a segurança e a eficácia das futuras vacinas contra a COVID-19. Precisamos de uma ‘vacina popular’, que esteja acessível para todos ”, complementou Guterres.

“A desinformação coloca a saúde e as vidas em risco, além de minar a confiança na ciência, nas instituições e nos sistemas de saúde”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Para combater a pandemia, precisamos de confiança e de solidariedade. Quando há desconfiança, há muito menos solidariedade. Informações falsas estão impedindo uma resposta adequada à pandemia, portanto, devemos unir forças para combatê-las e disseminar aconselhamentos sobre saúde pública baseados na ciência. Os mesmos princípios que se aplicam à resposta a COVID-19 se aplicam ao gerenciamento da infodemia. Precisamos prevenir, detectar e responder a isto juntos e de forma solidária”, complementou.

“A desinformação mina a confiança do público nos processos e instituições democráticas, exacerbando as divisões sociais”, disse Achim Steiner, administrador do PNUD. “Este é um dos desafios de governança mais preocupantes de nossos tempos. O PNUD está colaborando ativamente com os estados-membros, outras agências da ONU e outros parceiros para encontrar respostas que respeitem os direitos humanos”, indicou.

“A desinformação é um dos maiores desafios ao desenvolvimento das crianças que enfrentamos hoje”, apontou a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore. “Ela (a desinformação) se aproveita das fissuras de confiança nas sociedades e instituições, aprofundando-as ainda mais, minando a confiança na ciência e na medicina, e dividindo as comunidades. Em sua forma mais perniciosa, convence os pais a não vacinarem seus filhos, o que pode ser letal. Como a desinformação é mais um sintoma que uma doença, combatê-la exige mais do que apenas fornecer a verdade. Também requer confiança entre líderes, comunidades e indivíduos”, defendeu.

“Só poderemos vencer a COVID-19 com fatos, ciência e solidariedade. A desinformação perpetua o estigma e a discriminação, impede que os direitos humanos sejam protegidos e põe as pessoas em risco. Desde o início da pandemia, o Unesco mobilizou suas redes internacionais de parceiros da mídia, jornalistas, verificadores de fatos, rádios comunitárias e especialistas para dar aos cidadãos os meios de lutar contra informações falsas e rumores, fenômenos que foram exacerbados pela pandemia ”, disse Audrey Azoulay, diretora-geral do Unesco.
As instituições apelaram à mídia, às plataformas de mídias sociais, aos líderes da sociedade civil e aos influenciadores para fortalecerem a disseminação de informações precisas e prevenirem a disseminação de desinformação.

 

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Jornalista: Paulo Schueler, com informações da OMS. Imagem: Freepik