Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde abordou a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), com dados de monitoramento e caracterização dos casos no Brasil.

Segundo o documento, durante o pico da pandemia da COVID-19 na Europa, em abril, “após alertas em diferentes países sobre a identificação de uma nova apresentação clínica em crianças, possivelmente associada com à infecção pelo SARS-CoV-2, identificada posteriormente como Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), com características semelhantes às observadas na síndrome de Kawasaki, Kawasaki incompleta e/ou síndrome do choque tóxico1-3, o Ministério da Saúde publicou uma Nota de Alerta para detecção de casos no Brasil, em 20 de maio”.

Em 24 de julho, o Ministério passou a fazer o monitoramento de ocorrência da SIM-P temporalmente associada à COVID-19 através de formulário padronizado, disponível em https://is.gd/simpcovid.

"A implantação da notificação justifica-se visto que os fatores de risco, a patogênese, o espectro clínico, o prognóstico e a epidemiologia da SIM-P são pouco conhecidos e por se tratar de uma doença emergente potencialmente associada à COVID-19”, informa a pasta.

A SIM-P é uma doença “multissistêmica” e possui amplo espectro de sintomas, como febre persistente acompanhada de um conjunto de sintomas que podem incluir gastrointestinais, com dor abdominal, conjuntivite, exantema (rash cutâneo), erupções cutâneas, edema de extremidades, hipotensão, dentre outros. Não se verifica sintomas respiratórios em todos os casos.

De acordo com a SVS, “há importante elevação dos marcadores inflamatórios e o quadro clínico pode evoluir para choque e coagulopatia. Embora tenha o quadro clínico bastante semelhante à síndrome de Kawasaki completa ou incompleta, a SIM-P geralmente ocorre em crianças mais velhas, com alterações evidentes dos marcadores inflamatórios e importante disfunção cardíaca”.

A maioria dos casos relatados está acompanhada de exames laboratoriais que indicam infecção pelo SARS-CoV-2 ou vínculo com pessoas adoecidas pela COVID-19.

Confira o Boletim Epidemiológico para SIM-P.

 

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Jornalista: Paulo Schueler. Imagem: Rawpixel.com/Freepik.