vacinas autoctones bio manguinhos fiocruz vacina covid19 coronavirus corona virusOs dois projetos de desenvolvimento tecnológico autóctones de Bio-Manguinhos para uma vacina para a COVID-19 entraram na fase de testes pré-clínicos, realizados em animais, na última semana.

Os projetos são:

- Uma vacina sintética, baseada em peptídeos antigênicos de células B e T, pequenas partes de proteínas do vírus capazes de induzir a produção de anticorpos específicos contra o Sars-CoV-2; e

- Uma de sub-unidade, que utiliza fragmentos de antígenos capazes de estimular resposta imune, ao testar diferentes formatos da proteína S, responsável pela ligação do Sars-CoV-2 às células.

De acordo com o vice-diretor de Desenvolvimento Tecnológico do Instituto, Sotiris Missailidis, a candidata que apresentar melhores resultados seguirá adiante. O caminho seguinte no desenvolvimento de uma vacina, a partir dos resultados dos estudos pré-clínicos, é partir para a fase dos estudos clínicos, em humanos, de fases I, II e III.

Mesmo em processo acelerado de desenvolvimento tecnológico, e obtendo resultados positivos em todas as etapas, a vacina autóctone de Bio-Manguinhos/Fiocruz não chegará ao registro antes de 2022.

Mesmo com o acordo com a biofarmacêutica AstraZeneca para a produção e transferência de tecnologia da vacina em desenvolvimento pela Universidade de Oxford, o desenvolvimento autóctone do Instituto por uma vacina prossegue, reforçando o papel estratégico de Bio-Manguinhos/Fiocruz como instituição pública que almeja o estabelecimento da autossuficiência nacional na produção de insumos para a saúde.

 

Acesse o especial sobre coronavírus do site de Bio-Manguinhos

 

Jornalista: Paulo Schueler. Imagem: Bernardo Portella