No dia 30 de julho, a Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig) realizou o webinar Vacinas: a realidade no Brasil, que contou com as participações do assessor científico sênior de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Akira Homma; da coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fantinato; do presidente da Frente Parlamentar do Programa Nacional de Imunizações do Congresso Nacional, deputado federal Pedro Westphalen (Progressistas/RS); e do diretor da Merck, Guilherme Leser.

Akira apresentou as competências nacionais, além dos desafios, no segmento de produção de imunobiológicos, ressaltando a necessidade de uma política de estado e investimentos contínuos que propiciem aos laboratórios públicos se manterem na vanguarda da biotecnologia em saúde, para que o Brasil esteja preparado para enfrentar situações como a da atual pandemia da COVID-19 sem estar à mercê do mercado global.

Citou ainda o binômio “vacinas” e “vacinações”, que estão interligados e dão materialidade a programas de imunizações fortes e robustos. “Precisamos voltar o nosso olhar não apenas para as vacinas, mas também para as estratégias de imunização, que permitam a manutenção de altas taxas de cobertura vacinal”, ressaltou.

Coordenadora do PNI, Fantinato apresentou as estratégias que o Ministério da Saúde já utiliza e reforçará para que, durante a pandemia, a cobertura vacinal de rotina e as campanhas, como contra sarampo e febre amarela, alcancem as coberturas necessárias para não haver reintrodução de doenças no país. “Este desafio está sendo encarado pelo PNI e a responsabilidade por respostas a este momento tão desafiador cabe à toda a sociedade”, lembrou Fantinato.

Westphalen ressaltou a vista feita às instalações de Bio-Manguinhos e elogiou o trabalho do Instituto e de toda a Fiocruz no enfrentamento à pandemia da COVID-19. “Dentro do Congresso Nacional, temos buscado fazer nosso trabalho para que o tema das imunizações não seja deslocado para um segundo plano, pois é tão importante quanto a COVID-19, em específico”, comentou.

Por fim, o representante da Merck citou que a iniciativa privada defende posição semelhante à citada por Akira Homma. “Defendemos a previsibilidade, os investimentos só serão feitos se houver transparência, manutenção de regras e garantia de continuidade das políticas públicas, como no caso das imunizações”, citou.

 

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Jornalista: Paulo Schueler. Imagem: Bernardo Portella