O Ministério da Saúde reforçou as atividades de Atenção Primária para a coleta e diagnóstico dos casos leves da COVID-19, diante da ampliação da doença nos municípios do interior do Brasil.

De acordo com a pasta, isso se materializa na orientação para que as unidades sentinelas, que apoiam a vigilância no país, passem a realizar o teste molecular RT-PCR em 100% dos casos de Síndrome Gripal (SG). Até então, vinham sendo coletadas cerca de cinco amostras respiratórias por semana em tais unidades, além da rotina de coleta em hospitais e outras unidades de saúde.

Ao mesmo tempo, também estarão aptos a coletar amostras para diagnóstico de qualquer caso, mesmo os leves, todos aqueles serviços de saúde que se credenciem para a modalidade de Centros de Atendimento à COVID-19.

A expectativa do Ministério da Saúde é de que estas duas medidas tenham como resultado a testagem de cerca de 22% da população brasileira para a doença.

Já contando com a ampliação do grupo a ser testado, o Ministério definiu que a demanda excedente não será processada apenas nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs), que continuam processando as amostras em todas os estados, como também será encaminhado para as Centrais de Testagem.

Outra novidade é a possibilidade da Vigilância Epidemiológica local confirmar o caso de COVID-19 por outros meios, além dos critérios laboratorial e clínico epidemiológico, feito quando o paciente tem histórico de contato com casos confirmados da doença. Somam-se a estes os critérios clínico/imagem (exame de tomografia do pulmão), e clínico (análise dos sintomas da doença quando não houver possibilidade de confirmação por outros critérios).

 

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Jornalista: Paulo Schueler. Imagem: Freepik