doacoessangue nao podem pararSegundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), as doações de sangue “são mais necessárias do que nunca durante a atual pandemia da COVID-19. Os hemocentros das Américas estão tomando medidas para garantir que as doações continuem de maneira segura para doadores(as) e receptores(as) de sangue.

Em mensagem para o Dia Mundial do Doador de Sangue, em 14 de junho, a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne, afirmou que “o sangue mais seguro vem da doação voluntária e não paga de pessoas como você e eu. A doação é um ato de solidariedade e altruísmo, que o mundo precisa agora mais do que nunca no contexto da pandemia da COVID-19.”

A Assembleia Mundial da Saúde definiu em 2005 o Dia Mundial do Doador de Sangue como data especial para incentivar mais pessoas a doarem sangue e aumentar a conscientização sobre a necessidade global de sangue seguro e como todos podem contribuir. 

Em 2020, a campanha tem como tema "Sangue seguro salva vidas" e o slogan "Doe sangue e torne o mundo um lugar mais saudável".

Na América Latina e no Caribe, doadores de sangue possibilitam a transfusão anual de mais de 10 milhões de unidades de sangue. 

No Brasil, coleta diminui mas transfusões são ampliadas

No Brasil, o Ministério da Saúde informou que o número de bolsas de sangue coletadas no Brasil caiu 2,5%, embora as transfusões de sangue tenham aumentado 4,8% nos últimos quatro anos. “Todos os hemocentros do país estão preparados para receber os doadores com segurança e sem aglomeração. É muito importante que as pessoas não deixem de doar. Quando a pessoa escolhe aquele dia para doar sangue, ela está contribuindo para saúde de alta complexidade do país”, destacou o secretário da Atenção Especializa em Saúde (SAES), Luiz Otávio Franco Duarte.
Em 2019, o Sistema Único de Saúde (SUS) coletou 3,2 milhões de bolsas de sangue, 115 mil a menos que as 3,35 milhões coletadas em 2016. Já as transfusões de sangue cresceram de 2,8 milhões em 2016 para 2,95 milhões em 2019.

As bolsas de sangue brasileiras passam por controle do kit NAT, produzido por Bio-Manguinhos, que garante a segurança transfusional ao identificar a presença dos vírus HIV e das hepatites B e C.

 

Jornalista: Paulo Schueler. Imagem: Freepik