Bio-Manguinhos é a unidade da Fiocruz responsável pela produção de “biofármacos”, termo que define os medicamentos biológicos, obtidos a partir da biossíntese em organismos vivos. Por sua vez, os medicamentos sintéticos são produzidos a partir de reações químicas.

A esta diferença fundamental, somam-se outras: a produção de biofármacos é mais complexa e, na maior parte dos casos, baseada na utilização de células que são geneticamente alteradas para se obter a proteína desejada, à priori.

Os biofármacos abrangem uma heterogeneidade de produtos e aplicações. Podem ser hormônios, fatores de crescimento e de diferenciação celular, enzimas, anticoagulantes e anticorpos monoclonais.

Seu processo de fabricação pode ser resumido da seguinte forma: identifica-se o código genético da proteína, cria-se uma sequência funcional do mesmo e faz-se a inserção do material em células hospedeiras, que produzirão tal proteína, em equipamentos denominados biorreatores. Em uma segunda etapa, a proteína obtida é separada do resto do material, purificada, estabilizada e processada para gerar o medicamento (biofármaco).

Os medicamentos sintéticos em geral são moléculas pequenas, com estrutura química conhecida e compostos por dezenas ou poucas centenas de átomos. Em sua maioria, são autoadministrados – tomados em forma de comprimido pelo próprio paciente – e usados em ambientes de cuidados primários e secundários.

Os biofármacos são formados por moléculas grandes e complexas, com milhares de átomos. Em sua maioria, são suscetíveis a alterações e variações de suas condições de conservação e armazenamento.

 

Jornalista: Paulo Schueler