A população do Sul e do Sudeste que ainda não foi vacinada contra febre amarela deve estar atenta com a chegada do verão, período de maior ocorrência de doenças transmitidas por mosquitos, como a febre amarela. O Ministério da Saúde divulgou que ocorreram 38 mortes de macacos (epizootia) nos estados dessas regiões e recomenda a imunização. No total, 1.087 notificações de mortes suspeitas de macacos foram registradas no Brasil.

Esses dados são do último boletim epidemiológico publicado nesta quarta-feira (15) pelo Ministério da Saúde (monitoramento de julho de 2019 a 8 de janeiro de 2020). O grande contingente populacional e a baixa cobertura vacinal preocupam e contribuem diretamente para o aumento do número de casos da doença. No mesmo período, 327 casos suspeitos de febre amarela foram notificados, sendo 50 ainda em investigação e um confirmado.

O público-alvo para vacinação são pessoas entre nove meses e 59 anos de idade que não tenham comprovação de vacinação. Em 2020, as crianças passaram a ter um reforço aos quatro anos de idade. O secretário substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Julio Croda, destacou que todas as pessoas da faixa etária devem buscar os serviços de saúde para se vacinarem.

Ano passado, mais de 16 milhões de doses da vacina contra a febre amarela foram distribuídas em todo o país. Mesmo assim, houve uma baixa procura da população. Para 2020, o ministério adquiriu 71 milhões de doses da vacina, quantitativo suficiente para atender o país por mais de três anos.

Paralelo a isso, a pasta permanece com campanhas de combate ao mosquito Aedes aegypti, orientando a população a não deixar água acumulada em suas casas, principalmente neste período de chuvas. Além disso, é recomendável o uso diário de repelentes, principalmente em bebês, gestantes e idosos.

 

Jornalista: Gabriella Ponte (com informações do Ministério da Saúde). Imagem: Creative Commons