Imunidade de grupo ou imunidade de rebanho é efeito obtido quando algumas pessoas são indiretamente protegidas pela vacinação de outras, o que acaba beneficiando a saúde de toda a comunidade. É o mesmo que “proteção de grupo” ou “proteção de rebanho”. O indivíduo vacinado não transmitirá a doença para outros que não estão imunizados por razões como: são muito novos para tomar alguma vacina; têm algum problema que impede a vacinação; foram vacinados antes, porém, não produziram níveis ideais de anticorpos, logo, não ficaram devidamente imunizados.

A proporção de uma população que precisa ser vacinada para que seja mantida a imunidade de rebanho varia conforme a doença, mas, para sarampo, é de 95%. Para a poliomielite, que é menos contagiosa, é de 80%. Quando ela deixa de existir, surge um risco de contaminação à população como um todo.

Em 2018, em uma comunidade ultraortodoxa do Brooklyn, em Nova York, foram distribuídos panfletos com a falsa acusação de que há conexão entre vacinas e autismo. O resultado foi que, nessa mesma comunidade, houve um surto de sarampo - um dos maiores registrados nos EUA nas últimas décadas. Entre 1º de janeiro e 25 de setembro de 2019, os países das Américas registraram cerca de 6,5 mil casos de sarampo - e cinco mortes - confirmados. Os números foram divulgados pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

 

Jornalista: Carolina Landi