As obras do Centro Tecnológico de Plataformas Vegetais (CTPV) continuam avançando. No final do ano passado, o contrato de terraplanagem foi assinado, e em janeiro foram iniciados os serviços de limpeza do terreno; e agora estão sendo realizadas as atividades de corte, aterro e compactação de terra. Além dessa novidade, a equipe do Projeto Bio-Ceará estruturou um Plano de Trabalho de Implantação das Ações de Comunicação Social da Obra (PCS), uma das exigências do Programa de Comunicação Social e Educação Ambiental, exigência do licenciamento ambiental.

De acordo com o PCS, quando há qualquer atividade no terreno, é preciso avisar às comunidades diretamente impactadas. “É fundamental mantermos comunicação com a população local, para recolher suas opiniões e percepções, e assim podermos tratar os eventuais impactos de maneira adequada”, explica a gerente do projeto, Beatriz Fialho.

O PCS além de atender ao processo de licenciamento ambiental, assegura que a população das áreas de influência delimitadas, tenham o direito de se manter ampla e plenamente informadas sobre as atividades que possam interferir em seu cotidiano, sobre os aspectos relacionados à qualidade, segurança, ao meio ambiente, à saúde e à responsabilidade socioambiental. "Esta ferramenta possibilita ao público interno à obra um ambiente de trabalho mais motivador, saudável e de maior produtividade", acrescenta Bruno Cunha, da Assessoria de Engenharia da Seguranca do Trabalho e Meio Ambiente (Aestm). 

 

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 Agora, estão sendo realizadas as atividades de corte, aterro
e compactação de terra. Imagem: divulgação

 

A equipe da Assessoria de Comunicação (Ascom) elaborou a arte dos cartazes que informam sobre o empreendimento e os canais de comunicação, e que serão impressos e colocados junto às urnas de sugestões e reclamações, que ficarão nos postos de saúde que atentem aos bairros da Precabura, Cararu, Encantada e Mangabeira, áreas diretamente afetadas pelo empreendimento. O objetivo é que todos os moradores possam se manifestar quanto aos possíveis impactos decorrentes da terraplenagem.

Semanalmente, um funcionário da empresa contratada para a terraplenagem fará a coleta das cédulas depositadas na urna e, no prazo máximo de 15 dias, as respostas serão afixadas em um mural,  através de informativos. Além desta urna, os moradores também poderão utilizar o Caderno de Registro de Ocorrência,  disponível no canteiro de obras. O objetivo de ambas as ações é fazer uma comunicação bem informativa para a população. Além disso, também há os Diálogos Diários de Segurança e Meio Ambiente (DDS), iniciativa para os funcionários que trabalham no local.

 

Jornalista: Isabela Pimentel