aedes-100x100Na manhã do segundo dia do V Seminário Anual Científico e Tecnológico (V SACT), a presença internacional ficou por conta do professor adjunto do Departamento de Medicina da Universidade de Health Science (Bethesda), Scott Halstead. Ele falou sobre as vacinas em estudo que visam a proteção contra a infecção pela dengue pelos quatro sorotipos.  

Scott, que já foi diretor da Pediatric Dengue Vaccine Initiative (PDVI) e é considerado umas das maiores autoridades do mundo quando o assunto é vírus transmitidos por mosquitos, abordou as vacinas existentes atualmente: da Sanofi Pasteur, National Institutes of Health (NIH) e GSK. Todas ainda em estudos clínicos. “Há cerca de 3 bilhões de pessoas vivendo em países endêmicos e pelo menos um terço delas está suscetível à infecção pela dengue”, alertou, para depois acrescentar. "Vamos ter recursos suficientes para produzir e aplicar múltiplas doses numa população tão grande?”. Para ele, esse é o principal desafio que a saúde pública global deve enfrentar. “É uma tarefa pesada, que demanda esforço coordenado para ser bem-sucedida”. 

 

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Scott Halstead falou sobre as vacinas contra a dengue que estão em 
estudo. Imagem: Bernardo Portella - Ascom / Bio-Manguinhos

 

A primeira vacina contra a doença (DengVaxia) chegou ao mercado  brasileiro - na rede particular - no ano passado pelas mãos dos franceses da farmacêutica Sanofi Pasteur. Mas foram levantadas algumas controvérsias em relação ao imunizantes. A eficácia não é considerada alta: 66% das pessoas imunizadas nos estudos se tornaram resistentes. Vacinas muito eficazes costumam ter cobertura superior a 90%. Ainda há outros pontos fracos, como a vacina ser administrada em três doses com intervalos de seis meses e ser indicada para pessoas entre 9 e 45 anos, o que exclui crianças pequenas e idosos, dois grupos muito vulneráveis. 

 

Jornalista: Rodrigo Pereira