Com as ocorrências de casos de febre amarela no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem registrado um aumento na busca pelo Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) em suas unidades. O documento é necessário para pessoas que estão viajando para países que cobram esta certificação para a entrada em seu território.

Recentemente, Panamá, Nicarágua, Venezuela e Cuba passaram a fazer esta exigência. A página Saúde do Viajante da Anvisa traz informações sobre como solicitar o certificado ou consultar a situação dos países que exigem o documento. Nos postos da Anvisa é possível emitir o certificado, embora não apliquem vacinas. Para tanto, é preciso apresentar cartão de vacina e identidade.

A apresentação da certidão de nascimento é aceita para menores de 18 anos. Crianças a partir de nove meses já começam o esquema de vacinação. A população indígena que não possui documentação está dispensada da apresentação de documento de identidade. Para agilizar o atendimento, o interessado pode realizar um pré-cadastro na página da Anvisa.

 

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Brasil adotou a diretriz da Organização Mundial de Saúde (OMS) de dose
única para a vacina da febre amarela. 
Imagem: Arquivo/Agência Brasil

 

Certificado não precisa ser renovado

O Brasil adotou a diretriz da Organização Mundial de Saúde (OMS) de dose única para a vacina da febre amarela. A orientação foi dada pela OMS em 2014.

Quem já tem o certificado não precisa trocar ou renová-lo. Quem já foi vacinado, mas não tem o certificado, precisa apenas agendar um horário em um posto de emissão do CIVP e apresentar o cartão nacional de vacinação com os dados da vacina. A vacina contra a febre amarela pode ser tomada em um posto de saúde ou em uma clínica particular.

A emissão do CIVP é gratuita e feita nos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante da Anvisa, localizados em Portos, Aeroportos e Fronteiras. Desde abril de 2011, o certificado também pode ser emitido em Unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) credenciadas, como postos de saúde e hospitais, e nas clínicas particulares credenciadas para essa finalidade.

Em caso de extravio do cartão de vacinação, o usuário deverá se dirigir à unidade de saúde onde tomou a vacina e solicitar a segunda via do documento. Também pode procurar um dos Centros de Orientação de Viajantes da Anvisa para emitir gratuitamente uma nova via do certificado.

Para casos em que a vacinação ou a profilaxia é contraindicada, deverá ser emitido o atestado ou certificado de isenção de vacinação ou profilaxia. A emissão desse certificado pode ser realizada por um profissional médico, utilizando o modelo de atestado de isenção.

O Centro de Orientação ao Viajante poderá chancelar os atestados médicos de contraindicação que estejam escritos em outros idiomas ou, no caso de atestados médicos que não atendam ao solicitado, poderá emitir um certificado de isenção.

 

Fonte: Porta Brasil, com informações da Anvisa

 

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