Além de ter causado a morte do pedreiro Watila dos Santos, de 38 anos, e de ao menos três macacos no interior do Rio de Janeiro, a febre amarela ameaça também um dos mais bem sucedidos projetos de reintrodução na natureza de animais em extinção. A Reserva Biológica de Poço das Antas, vizinha a Casimiro de Abreu (RJ), onde Watila vivia, fica na única região do mundo onde ainda existem micos-leões dourados.

“Desde outubro estamos na estação dos novos nascimentos. Estes foram os primeiros de 2015”, explica o  o geógrafo Luís Paulo Ferraz, secretário executivo da AMLD. Os novos miquinhos engrossam as estatísticas da associação: hoje há cerca de 3.200 animais distribuídos na reserva e em fazendas que se estendem por oito municípios da região. Nos anos de 1980, havia apenas 200 micos na natureza, em 3 mil hectares de mata.

 

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Filhotes de micos-leões nascem em Silva Jardim/RJ.
Imagem: Andréia Martins/Divulgação

 

“O mico-leão-dourado continua em processo de extinção, porque o grande problema é a falta de habitat. A floresta está extremamente fragmentada. O que restou está no alto das serras, mas o mico não sobe serra. Ele disputa o território que também é ocupado pela pecuária, agricultura, pela expansão das cidades”.

Os novos filhotes ainda não foram pesados nem medidos, porque são muito pequenos. Também não foram batizados. O perfil da Associação Mico-Leão-Dourado no Facebook recebe sugestões de nomes.

 

Fonte: Clarissa Thomé / Estadão

 

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