O número de casos de febre amarela está aumentando no Brasil e, com isso, a preocupação do governo e da sociedade. Só nos primeiros meses de 2017 foram notificados ao Ministério da Saúde mais de mil casos suspeitos, dos quais 200 foram confirmados e 90 resultaram em óbito. Embora até o momento esses casos se concentrem nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Tocantins e Rio Grande do Norte, recentemente a Organização Mundial da Saúde lançou alerta para o risco da doença chegar aos países vizinhos.

Mas a febre amarela não é novidade no Brasil. Combatida no início do século 20 por Oswaldo Cruz, considerada erradicada das grandes cidades desde a década de 1940, sua vacina existe desde a década 30. Por que, então, uma doença conhecida e controlada voltou a afetar a saúde pública? O que está acontecendo nas cidades e nos ambientes silvestres para que isso aconteça? O que fazer para resolver o problema?

Para responder essas perguntas, o Observatório do Amanhã promove um encontro entre a bióloga Márcia Chame e o historiador Jaime Benchimol, ambos pesquisadores da Fiocruz e especialistas em saúde, dia 21 de março, terça-feira, às 15h. 

 

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A bióloga Márcia Chame e o historiador Jaime Benchimol, ambos
pesquisadores da Fiocruz, falarão sobre a doença. Imagem: Divulgação

 

Na ocasião, os pesquisadores irão abordar o lado social da saúde dos brasileiros, incluindo os fatores determinantes para o aumento dos casos de febre amarela em todo o país. Benchimol, que é professor do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde e da Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia da Fiocruz, irá mostrar a relação entre a propagação da doença e os problemas da urbanização, como saneamento e habitação. Já Chame, que é coordenadora do Centro de Informação em Saúde Silvestre e do Programa Institucional Biodiversidade & Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, irá mostrar que a degradação dos ecossistemas, provocada pelo desmatamento e a poluição, está ajudando a aumentar os surtos pelo país.

Transmitida em áreas urbanas pelo mosquito Aedes aegyptii e nas áreas silvestres pelo Haemagogus, a febre amarela faz parte de uma situação epidemiológica maior, que inclui dengue, zika e chikungunya.

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Fonte: Museu do Amanhã

 

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