Doutora em sociologia e servidora da Fiocruz desde 1987, a pesquisadora, professora e gestora Nísia Trindade Lima será a primeira mulher a comandar a Fundação, em 116 anos de história. No início da cerimônia, representantes de diversas religiões fizeram uma apresentação, destacando a importância do respeito e da tolerância.
A presença de membros de projetos sociais, como o Marias, dedicado ao empoderamento de mães com filhos portadores de necessidades especiais na comunidade de Manguinhos, também marcaram presença. O ex-presidente da Fundação, Paulo Buss, saudou a nova presidente, ressaltando a vitória do processo democrático. "É um orgulho muito grande vivenciar esse momento. Essa instituição tem papel fundamental na defesa do Sistema Único de Saúde (SUS)", afirma.
Nova presidente reforçou compromisso com a saúde pública e o desejo de
estabelecer parcerias. Imagem: Danielle Santos - Ascom / Bio-Manguinhos
O presidente que deixou o cargo, Paulo Gadelha, relembrou momentos marcantes de sua trajetória à frente da Fundação, como o estabelecimento de parcerias e o fortalecimento do papel da Fiocruz no Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis). Francisco Azevedo, representando o ministro da Saúde, Ricardo Barros, reforçou o apoio à instituição.
Em sua fala, a nova presidente agradeceu o apoio de todos da comunidade Fiocruz, desde o processo de sua campanha e a presença dos parlamentares, reafirmando o compromisso de aproximação da Fundação com o poder legislativo. "Isso é fundamental para uma instituição como a nossa, para desenvolvermos uma agenda dos temas da saúde pública", destacou. Nísia analisou a dimensão nacional da Fiocruz e citou trechos importantes da história da Fundação.
Jornalista: Isabela Pimentel

