aedes-face-100x100Dos dez artigos mais compartilhados sobre o vírus da zika no Facebook no Brasil, três são conteúdo de humor ou boatos. De acordo com a filial brasileira da rede social, entre maio e agosto deste ano 9% de todo os compartilhamentos relacionados à epidemia no país não tinham confirmação.

Na última sexta-feira (18), o presidente mundial da empresa, Mark Zuckerberg, disse que está tomando uma série de medidas para eliminar boatos e outros tipos de mentiras de seus feeds. A rede social enfrenta críticas por não ter evitado que uma enxurrada de notícias falsas fosse compartilhada durante a eleição norte-americana.

De acordo com os porta-vozes brasileiros da rede social, as mesmas medidas deverão ser adotadas no Brasil. "A gente ainda não tem nenhuma ação neste sentido. Mas o que a gente tem visto é que tem sido muito eficaz o combate da informação [errada] com a informação correta", disse Bruno Magrani, diretor de Políticas Públicas do Facebook.

Em contraposição aos boatos, o Facebook mostrou que uma das fontes mais difundidas na rede sobre o assunto foi a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que é de fato uma das principais instituições envolvidas na pesquisa de formas de combater o vírus da zika.

O Facebook, em parceria com a Unicef, analisaram os dados de publicações dos usuários para criar campanhar mais direcionadas de combate ao vírus da zika. O dado de maior participação dos homens, por exemplo, ajudou ao braço da ONU a criar novas postagens direcionadas ao público. A parceria ajudou na criação de campanhas online de prevenção. Veja a evolução das menções sobre o vírus da zika nas redes sociais (Twitter e Instagram).

 

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Dados de dentro da rede social sobre o vírus foram divulgados nesta terça-feira.
Imagem: Dado Ruvic/Illustration/Reuters e Paulo Whitaker/Reuters.

 

Mais homens

Durante o período da epidemia, as pessoas estavam falando menos sobre prevenção. Embora as pessoas estivessem preocupadas com os sintomas e as consequências do zika, usando palavras-chave como "gravidez", "bebês" e "microcefalia", os termos "spray contra insetos", "camisas de manga comprida" e "telas de mosquitos" não apareceram na lista de ocorrência frequente.

Outro dado divulgado é de que os homens foram os que mais foram ativos no Facebook sobre o assunto: 58% das postagens sobre o vírus da zika no Brasil foram feitas por pessoas do sexo masculino. As pessoas entre 18 e 34 anos, faixa etária em fase reprodutiva e mais preocupada com a infecção pelo vírus, representaram 66% das publicações.

Ao todo, de maio a 31 de agosto deste ano, período de monitoramente da rede, foram 17,3 milhões de interações (comentários, postagens, curtidas e compartilhamentos) sobre o tema. O estado com mais volume de postagens foi o de São Paulo, com 6 milhões. Pernambuco, estado mais afetado pela microcefalia, o volume é de 787,3 mil.

 

Proporção de postagens no Brasil (Foto: Facebook)
 Proporção de postagens no Brasil. Imagem: Facebook.

 

Fonte: Carolina Dantas / G1