O momento ajudou. Pode-se dizer que são coincidências da vida, mas que ganharam um empurrãozinho e contou com a força de vontade e dedicação dos colaboradores que fazem a oficina de origami de Bio-Manguinhos. Neste mês de setembro, faz oito anos que a atividade é oferecida pelo Programa Qualidade de Vida (PQV). Sempre conduzido por Sandra Mieko, da Seção de Planejamento e Controle de Materiais.

Nesse mês, a colaboradora Maria Ivone Bussons, analista ambiental da AESTM, informou que sua filha de 17 anos, Letícia Bussons, prestará vestibular para medicina. Por isso, mil tsurus foram feitos e distribuídos para mil funcionários da unidade. Mas qual a relação entre esses fatos? Segundo uma lenda no Japão, onde o origami é uma arte milenar; quem fizesse mil origamis de tsurus, teria o pedido realizado. O grupo da oficina, então, decidiu produzir mil peças com esta intenção, dobrando papeis para que sua filha consiga, com a energia positiva dos mil tsurus, a aprovação no vestibular. Ela já foi aprovada na primeira fase da Uerj, porém ainda fará a segunda, além de tentar o ingresso via Enem. "Fiquei emocionada e feliz com a iniciativa. Não imaginava, até por que o grupo se encontra na oficina, uma vez por semana, durante a hora do almoço", conta Maria Ivone.

 

 

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O grupo da oficina de origami pronto para começar as entregas.
Imagem: Michelle Aline - Bio-Manguinhos

 

Para dar conta do quantitativo e produzir as mil peças a tempo, a maioria das colaboradoras fizeram tsurus em outros momentos, levando papeis para casa e até mesmo aproveitando o trajeto de ida e volta do trabalho, no ônibus. Além disso, tiveram que colar os tsurus em pequenos cartões, que traziam a frase: "Tsuru é uma ave sagrada do Japão. É o símbolo da saúde, boa sorte, felicidade, longevidade e da fortuna". Segundo Patrícia Mussili, da Assessoria de Planejamento de Projetos e Obras e também aluna da oficina, a ação foi recompensadora. "Quando entregávamos o cartão com o origami tinha sempre um sorriso, um agradecimento especial de quem o recebia", disse. 

Além da tão almejada aprovação da Letícia no vestibular, a atividade por si só traz inúmeros benefícios. "Há mais concentração no ambiente profissional, integração com outras áreas de Bio e empreendedorismo de alguns colaboradores do grupo Origamigos, como a criação de logomarcas independentes e parcerias, dentre outros benefícios que fazem bem à saúde e para a vida, de quem os pratica com amor e dedicação", explica Maria Ivone.

Os desafios do grupo não param por aí. Na entrega dos cartões com os tsurus, o diretor de Bio, Artur Couto, ao receber o seu, fez um pedido. Ele quer a recepção do Novo Almoxarifado e Prédio Administrativo (Napa) decorada com origamis no dia da inauguração, prevista para janeiro. 

 


Jornalista: Rodrigo Pereira