dst-aidsNa data em que se comemora o Dia Nacional do Orgulho LGBT, 28 de junho, a Secretaria de Saúde de Pernambuco e as ONG AHF, Gestos, Amotrans, Natrape e Ibrat anunciaram em Recife o lançamento da campanha “Fazer o teste para o HIV é um direito de todas as pessoas”, que garante acesso aos serviços de saúde na rede pública local e amplia a testagem rápida a travestis e transexuais.

No mesmo evento, também foi finalizado o protocolo para ofertar hormônios às transexuais transgenitalizadas, com previsão de disponibilização do medicamento até o fim de 2016. Até o final de 2017, a expectativa é beneficiar cerca de 50 mulheres que fizeram o processo de redesignação no Hospital das Clínicas, em Recife. “Nossa meta, enquanto Política de Saúde Integral da População LGBT de Pernambuco, é que até 2019 consigamos garantir o acesso de todas as travestis e transexuais que necessitarem entrar no processo de hormonoterapia, respeitando protocolos, normas e portarias existentes”, afirma o coordenador de Saúde Integral da População LGBT da SES, Jair Brandão.

 

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Um dos testes rápidos utilizados nos CTAs é o DPP® HIV - 1/2, produzido
por Bio. Imagem: Bernardo Portella - Ascom / Bio-Manguinhos

 

A campanha lançada no Dia Nacional do Orgulho LGBT integra a Política de Atenção à Saúde Integral LGBT, de julho de 2015, e nos próximos 30 dias deverá percorrer pontos de encontro dessa população, além de bairros e estabelecimentos nos quais há presença de lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. O objetivo é incentivar a realização do teste de HIV. Também serão realizadas atividades educativas com profissionais de saúde e distribuídos materiais visuais para as unidades de saúde estaduais e municipais. Para fazer a testagem, a população também pode procurar um dos 32 CTA (Centros de Testagem e Aconselhamento) espalhados pelo estado, ou os postos de saúde. Os testes rápidos, ainda, são disponibilizados em algumas ONG e em iniciativas itinerantes, como no ônibus da SES “Prevenção para Tod@s”.

“Queremos fazer com que as transexuais e travestis procurem com mais frequência as unidades, pois o direito de fazer a testagem deve ser garantido a todas as pessoas. Ao reforçar o cuidado de sua saúde, a pessoa irá procurar o serviço como prevenção, e não somente quando ficar doente”, diz Jair Brandão.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação - Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
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