nanotecnologia-1O workshop "Nanotecnologia aplicada a imunobiológicos", promovido durante o III Simpósio Internacional em Imunobiológicos, no Rio de Janeiro, reuniu cinco especialistas no tema: a doutoranda do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), órgão suplementar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Beatriz Ferreira Patricio; o professor da UFRJ Lucio Cabral; o coordenador do Laboratório de Sistemas Farmacêuticos Avançados de Farmanguinhos/Fiocruz, Helvécio Rocha; e o coordenador do Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia GNano da USP, Valtencir Zucolotto.

As apresentações, de cerca de 20 minutos cada uma, trouxeram estudos que buscam aproximar a nanotecnologia da área farmaceutica, de modo que mais medicamentos passem a utilizar essa ciência como ponto de partida do seu densenvolvimento. Segundo Lucio Cabral, até 2013, já existiam cerca de 250 medicamentos aprovados em diferentes etapas clínicas no mundo.

Mesmo tendo surgido nos anos 1960, com o desenvolvimento da microencapsulação, técnica de transformação de líquidos (polímeros e outras substâncias) em pós, com tamanho de partículas micrométricas, a nanotecnologia ainda tem muito a oferecer para a indústria farmacêutica.

A microencapsulação é bastante utilizada em outras indústrias, como a alimentícia, têxtil e cosmética por permitir a proteção de substâncias lábeis e voláteis, o controle da liberação do fármaco, contribuindo para a melhoria na biodisponibilidade e redução da dose terapêutica e toxicidade.

  

Jornalista: Rodrigo Pereira