Michael Clark, assessor e consultor para formação de mercados da Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (Gavi) apresentou, na tarde do primeiro dia do III Simpósio Internacional, os principais desafios dos países em desenvolvimento para a produção de vacinas. "Há um reconhecimento nacional das autoridades regulatórias para os problemas que tais nações ainda enfrentam. Vacinas são elementos fundamentais para a saúde pública mundial e precisam de constante investimento", declarou.

 

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Clark apresentou conquistas e metas da Aliança

 

Akira Homma, assessor científico sênior, Bio-Manguinhos/Fiocruz, foi o coordenador dos debates envolvendo a atuação da Aliança. Para Clark, há uma valorização mundial do pioneirismo brasileiro, na produção de diversas vacinas, como a da febre amarela. Ele relembrou o histórico de colaboração da Aliança Global com o Brasil e os investimentos realizados no setor. De 2000 a 2015, mais de 500 milhões de crianças no mundo puderam ser vacinas através dos programas de imunização e parcerias suportadas pela Gavi e mais de sete milhões de mortes foram evitadas.


Como metas e estratégias globais da Gavi para os próximos quatro anos, foram definidos o aumento da cobertura vacinal, da eficiência e eficácia nas estratégias de imunização e do número de vacinas disponíveis para as populações dos países em desenvolvimento. " Um dos compromissos da nossa instituição é a garantia da qualidade e manutenção de um preço justo e acessível para que as vacinas sejam utilizadas pela população do maior número possível de nações", complementou.

A Gavi também foca nos investimentos para o desenvolvimento de novas vacinas para a saúde pública mundial, considerando seu impacto futuro e quer estimular mais países a se dedicarem aos estudos do novo cenário epidemiológico. Até 2020, a entidade quer imunizar, mais de 50% das crianças nos 73 países atualmente atendidos pela Aliança, ou seja, 300 milhõs de crianças, salvando de 5 a 6 milhões de vidas.

 

Jornalista e Imagem: Isabela Pimentel