O III Simpósio Internacional em Imunobiológicos, promovido por Bio-Manguinhos/Fiocruz, que começou ontem, dia 2 de maio, no Centro de Convenções Sul América, na Cidade Nova, centro do Rio de Janeiro. O evento, que marca as comemorações dos 40 anos do Instituto, debaterá os desafios e perspectivas para as vacinas e programas de imunização, o desenvolvimento de medicamentos biológicos e testes de diagnóstico, além de discutir o desenvolvimento de uma vacina contra o zika vírus.

 

O Simpósio reúne indústria, academia, poder público e entidades, como a Aliança Global para Vacinas e Imunização (Gavi Alliance). Inclusive o assessor e consultor para formação de mercados da Gavi, Michael Clark, esteve presente na mesa de abertura, juntamente com o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha; o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Eduardo Costa; o diretor de Bio-Manguinhos, Artur Couto; e o consultor científico sênior de Bio-Manguinhos, Akira Homma.

 

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Após a mesa de abertura, Bio-Manguinhos prestou homenagens a pessoas e instituições parceiras 

(Imagem: Bernardo Portella - Ascom/Bio-Manguinhos)

 

Artur frisou a importância do encontro para o debate de temas de grande relevância mundial, como o combate ao vírus zika. E aproveitou para exaltar a importância de Bio-Manguinhos no cenário da saúde pública brasileira. “Os produtos de Bio-Manguinhos disponibilizados nos postos fazem parte da vida de todos os brasileiros. Isso é motivo de orgulho para todos nós e nos motiva a seguir em frente. Quem imaginaria que chegaríamos a ser um dos maiores laboratórios públicos da América latina?”, perguntou ele, para depois fazer um resumo histórico dos fatores que levaram à criação do Instituto, como o surto de meningite, em 1973.


O diretor de Bio destacou as parcerias como instrumentos vitais na oferta de novos produtos à sociedade. “As trocas de experiências têm feito muito bem a Bio, ao país e à população. Considerando que os desafios da saúde pública são cada vez maiores, é preciso união de esforços em prol dos brasileiros”, afirmou. Para isso, Bio também vem investindo em novas plantas industriais, equipamentos de ponta e modernização de áreas produtivas.


Em seguida, Akira Homma, que também é coordenador do Comissão Científica do Simpósio, parabenizou a data e os motivos de promover o evento. “Precisamos criar espaços que melhor preparem as pessoas para os desafios da saúde pública. Por isso, convidamos profissionais para a arena das discussões científicas e tecnológicas, buscando o compartilhamento de conhecimentos”. Akira lembrou que além do Simpósio Internacional, que ocorre a cada cinco anos, Bio-Manguinhos promove o Seminário Anual Científico e Tecnológico.

 

Com raízes na Fiocruz, onde é professor e pesquisador aposentado da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), o secretário Eduardo Costa, destacou o papel de Bio-Manguinhos junto ao Ministério da Saúde, desde a sua criação. "Com o nascimento de Bio-Manguinhos passamos a ter a segurança de ter laboratórios públicos ativos e atuantes capazes de suprir o mercado interno, sem recorrer ao setor privado", disse.

 

 

Jornalista: Rodrigo Pereira