Em meio ao período em que os estoques de sangue nos hemocentros caem, ao mesmo tempo em que aumenta a demanda por transfusões, o Ministério da Saúde fez nesta terça-feira (22) um apelo para que as pessoas façam doação.

“Renovamos o apelo em relação à doação de sangue. Estamos entrando no verão, período em que normalmente baixam os estoques de sangue dos hemocentros”, afirmou o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame.

Ele se refere ao período de férias e festas de fim de ano que geram situações em que há aumento por transfusões, citando como exemplo os acidentes com vítimas.

O apelo por doação de sangue está sendo feito em meio à grave epidemia de microcefalia provocada pelo zika vírus. No mais recente boletim sobre a epidemia, o Ministério da Saúde informa a ocorrência 2.782 casos, com 40 mortes.

O vírus causador da má formação do cérebro de fetos está sendo transmitido em quase todo o território nacional pelo mosquito Aedes aegypti. Mas entre essas notificações há ao menos um caso, registrado em Campinas (SP), suspeito de transmissão do zika por sangue.

 

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Diante da suspeita, o governo passa a determinar que os profissionais da saúde que lidam com doação e transfusão de sangue adotem cuidados extras.

O sangue coletado nas doações passa por alguns testes em laboratório como o que identifica aids, hepatite e sífilis antes de ser usado. Mas não há teste que possa identificar a presença do vírus zika.

Para contornar isso e reduzir os risco de contágio, na triagem dos potenciais doadores os profissionais que trabalham em hemocentros devem perguntar se o candidato a doação teve, nos últimos 30 dias, os sintomas que identificam uma infecção por zika: febre, coceira e machas no corpo; ou diarréia, vômito e dores articulares ou musculares.

Em caso positivo da ocorrência desses sintomas, essa pessoa não poderá fazer doação pelo prazo mínimo de 30 dias.

Nos casos em que houver suspeita de infecção por zika em doador que tiver doado sangue, esse sangue será rastreado para identificação dos receptadores.

 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde