Em uma semana de duração, a campanha nacional de vacinação contra a poliomielite, que começou no último dia 15, levou 41,53% das crianças do estado do Rio entre 6 meses e 5 anos incompletos aos postos de saúde para tomar a dose. A meta do estado é vacinar 928.833 crianças nessa faixa etária, o que representa 95% — meta estabelecida pelo Ministério da Saúde para todos os estados. Na Cidade Maravilhosa, por enquanto, a cobertura é de 53,99%. O período de vacinação vai até dia 31 de agosto.

De todos os municípios do estado do Rio, apenas Porciúncula e São José de Ubá já alcançaram os 95% pretendidos pelo Ministério. Já Parati e Rio das Ostras registraram, até o momento, a menor cobertura, com 4,82% e 6,67%, respectivamente.

No ano passado, o estado como um todo atingiu 98,99% de cobertura vacinal, superando o objetivo inicial. Este ano, o Rio recebeu cerca de 1 milhão de doses, disponíveis nos mais de 2 mil postos de vacinação espalhados pelos 92 municípios fluminenses.

— Os números coletados nessa primeira semana de campanha são bem positivos. É essencial mantermos as coberturas vacinais elevadas para que não voltemos a ter casos da doença no país. A expectativa é atingirmos a meta dentro do prazo da campanha — avalia o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe.

 

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Rio recebeu  1 milhão de doses, disponíveis nos mais de 2 mil
postos de vacinação espalhados pelos 92 municípios fluminenses.
Imagem: Isabela Pimentel - Ascom / Bio-Manguinhos

 

Pode tomar mesmo com tosse ou gripe

Recomendada pela OMS, a vacina contra pólio é extremamente segura e protege contra os três sorotipos do poliovírus. Ela não tem contraindicações e é recomendada, até mesmo, para as crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia. A intenção é que, este ano, em todo o país, 12,7 milhões de crianças nessa faixa etária recebam a vacina. Foram distribuídas pelo Ministério 16 milhões de doses da vacina para todo o país.

A mobilização também é uma oportunidade para que os pais coloquem em dia a caderneta de vacinação dos filhos. Os profissionais de saúde vão avaliar o documento, chamando a atenção dos responsáveis para vacinas que estão vencendo ou em atraso. As vacinas oferecidas protegem contra tuberculose, rotavírus, sarampo, rubéola, coqueluche, caxumba, varicela, meningites, febre amarela, hepatites, difteria e tétano, entre outras.

Livre da poliomietite há 26 anos, o Brasil recebeu em 1994, da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem em seu território. Entretanto, é preciso ficar alerta:nove países registraram casos da doença em 2014 e 2015 (Nigéria, Paquistão, Afeganistão, Somália, Guiné Equatorial, Iraque, Camarões, Síria e Etiópia).

 

Fonte: Jornal O Globo 

 

 

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